quinta-feira, 20 de março de 2014

Fase oferece curso preparatório para o Concurso da CEF

O sonho de ser aprovado em um concurso público acabou se tornando uma meta para muitas pessoas. Além da estabilidade financeira, as oportunidades de crescimento profissional dentro dos órgãos públicos fez com que o número de candidatos às vagas oferecidas crescesse cada vez mais. 

"Os cargos públicos, em geral, oferecem uma remuneração mais alta do que a iniciativa privada, além de estabilidade e diversos benefícios. Outro fator relevante é que vários setores oferecem a possibilidade de ascensão profissional através dos planos de cargos e salários. Analisando todas essas possibilidades, identifiquei o serviço público como uma ótima opção para a minha vida profissional", Jaderson Saldanha, profissional de Marketing.

Com a procura cada vez maior por esses cargos, a competitividade está cada vez mais acirrada entre as pessoas que pretendem ingressar no cargo público. Por isso, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto decidiu investir em um curso preparatório para o concurso da Caixa Econômica Federal. Uma oportunidade para que os candidatos da cidade possam se preparar melhor para a prova.

“O foco desse preparatório são os conceitos de produtos bancários. Poucas pessoas têm acesso a essas informações, uma vez que no ensino médio não existe nenhuma disciplina que foque nesse conteúdo. É importante que o candidato tenha esse conhecimento, pois é muito cobrado na prova” ressalta João Luis dos Santos, Especialista em Finanças e responsável pelo preparatório da Fase.

O preparatório, que vai ter início no próximo dia 24 de março, tem o objetivo de capacitar os alunos para que eles compreendam os diversos ativos do mercado financeiro, com foco no Concurso da Caixa Econômica Federal.

“A minha motivação para realizar o concurso público se deve, principalmente, à estabilidade financeira, aos benefícios e ao padrão salarial que é muito maior do que nos empregos convencionais", afirma Fernanda Azevedo, administradora.




quarta-feira, 19 de março de 2014

Alunos da Fase promovem Trote Solidário



Quando se fala em trote, a imagem que vem à cabeça é a de jovens pintados, de cabeças raspadas, andando sem rumo pelas ruas da cidade. Mas, na Fase, os veteranos dos cursos de Enfermagem e Nutrição decidiram aplicar a tradicional brincadeira de forma solidária.

O Posto de Saúde da Família, da Estrada da Saudade, unidade da FMP/Fase, foi o local escolhido para realizar o trabalho de plantação de uma horta. Os alunos capinaram um terreno nos fundos do PSF e plantaram flores, legumes e vegetais, como couve, abóbora, alface, vagem, pepino, salsa, entre outros, para que esses alimentos possam ser utilizados em atividades de nutrição junto aos moradores da região atendidos pelo posto.

“É uma atividade mais humana, solidária e criativa. A ideia é que eles possam acompanhar o crescimento desses legumes, vegetais e flores que plantaram. Uma analogia ao sonho de se formar, pois assim como se deve cuidar do que está plantado para dar os frutos, também é preciso estudar muito para se formar”, frisou Sylvia Bittencourt, enfermeira responsável pelo PSF da Estrada da Saudade.

A ideia foi fazer com que o trote, que é uma brincadeira tradicional, se tornasse um meio de socialização entre os estudantes, além de colaborar com a comunidade em que vão atuar durante a vida acadêmica. 

“Esse trote solidário é uma maneira dos veteranos conhecerem os ingressantes do curso, além de mostrarmos o cuidado e o compromisso que todos nós devemos ter com o meio ambiente e com a nossa saúde. O importante é nos unirmos para a promoção do bem comum”, ressaltou Thais Munstein, aluna do 3º período de Nutrição.

Independente do período, os alunos chegaram à conclusão de que, na verdade, o que importa é todos estarem atentos à promoção da saúde.

“Eu plantei as sementes pensando em proporcionar alimentos saudáveis para a alimentação das pessoas da comunidade que não têm condições de comprar. Fico feliz por participar de um trote em que já posso ajudar as pessoas mesmo no início do curso”, declarou Ingrid Santos, do 1º período de Enfermagem.

Com ações como essa, a FMP/Fase pretende inserir os futuros enfermeiros e nutricionistas na realidade das profissões e deixá-los cientes, desde o início do curso, dos compromissos que têm relativos ao bem estar e à saúde da população.





segunda-feira, 17 de março de 2014

Mobilização contra o HPV


O ano de 2014 começa com uma conquista histórica para a saúde pública brasileira: a introdução da vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (tipos 6 e 11, 16 e 18), no Programa Nacional de Imunizações. A administração  da vacina contra o HPV em jovens de 9 a 13 anos é a melhor forma de prevenção à infecção na idade adulta. Nesta faixa etária, a resposta imunológica à vacina é maior.

A vacina é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos para a prevenção dos cânceres do colo do útero, vagina, vulva e anus, causados pelos HPV 16 e 18, e verrugas genitais, causadas pelos HPV 6 e 11. Também é indicada para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade para a prevenção do câncer provocado pelo HPV.


A infecção genital pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente nas mulheres e nos homens. Estudos epidemiológicos têm sugerido que aproximadamente 80% das mulheres entram em contato com o HPV em algum momento de suas vidas.

Atualmente, mais de 200 tipos diferentes de HPV foram identificados. Cerca de 45 infectam o epitélio genital e anus masculino e feminino. Destes, de 13 a 18 formas estão relacionadas com risco oncogênico associado ao câncer genital (colo do útero, vagina, vulva e pênis), do anus, do trato respiratório e digestivo.  Os HPV não oncogênicos causam as verrugas genitais, neoplasias intraepitelial anogenital escamosa de baixo grau e laríngea recorrente.

Quase todo câncer de colo de útero é causado por HPV de alto risco. O problema também é responsável por 50% dos casos de câncer de vulva, vagina (70%), anal (93%) e orofaringe (60%), através do HPV 16 e 18.

O HPV é um vírus facilmente transmitido e geralmente se espalha imperceptivelmente. Transmitido principalmente por meio de relações sexuais, também foram documentadas transmissões por contato mão-genital e oral-genital.

As vacinas contra o HPV representam um marco na área de imunização. Atualmente, temos no mercado dois tipos de vacinas para o HPV, sendo que elas possuem os dois tipos oncogênicos (HPV 16 e 18), responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero no mundo. A vacina quadrivalente possui mais dois tipos, o HPV 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de verrugas anogenitais e papilomatose de laringe juvenil.

A vacinação de caráter público contra o vírus começou neste mês de março e, em Petrópolis, o nosso ambulatório escola da FMP/Fase participa fazendo a vacinação, juntamente com outros postos no município. 

Mércia Loureiro
Ginecologista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase)


Assista ao vídeo da Campanha de Vacinação contra o HPV, do Ministério da Saúde.












quarta-feira, 12 de março de 2014

Liberdade ganha festa com grafite em praça de Petrópolis



Dez grafiteiros do projeto Cellograff Brasil e outros artistas de Petrópolis mostrarão ao público seus trabalhos, no próximo dia 22, na Praça Dom Pedro, no Centro da cidade, das 10h às 15h. A festa é  para celebrar a liberdade, com atividades de pintura, música, dança, teatro e poesia, integrando a agenda da exposição “Fica decretado que agora vale a verdade”, atração do Centro Cultural da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase) a partir do dia 28.

O Cellograff Brasil estará representado na praça pela arte de AK47, Bobi, Bunys, Kajaman, Lya Alves, Odrus, Rafael, Ramé, Splac e Talu. Também participarão do evento grupos de música e de teatro convidados. "Quando me deram o tema dos 50 anos do golpe militar, pensei especificamente em alguém preso que busca a liberdade. Assim, tentarei buscar essa essência e transportá-la para o painel", diz o petropolitano Breno Carneiro, o Ramé, de 17 anos, que faz grafite desde os 9. 

Com o primeiro verso do poema “Os estatutos do homem”, de Thiago de Mello, no título, a mostra da FMP/Fase integra a programação da Comissão Estadual da Verdade na descomemoração dos 50 anos do golpe militar. Fotos, áudios, cartazes, instalações e versos ilustrarão a importância da liberdade, segundo o coordenador de Projetos Especiais da FMP/Fase, Ricardo Tammela, que organiza a mostra com o curador Claudio Partes.

O endereço da FMP/Fase é Av. Barão do Rio Branco, 1003, no Centro de Petrópolis. “Fica decretado que agora vale a verdade” pode ser vista até junho, das 9h às 21h, com entrada franca.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Universitários desenvolvem novo sistema de dados para o CRAM



O número de casos de violência contra a mulher tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Apenas em 2013, o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) de Petrópolis realizou 1.215 atendimentos. Para enfrentar esta situação, as políticas públicas têm ganhado força tanto no cenário nacional, como em Petrópolis. Diante desta situação, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), através do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, procurou o CRAM para desenvolver o trabalho de criação de uma nova ferramenta que facilitasse a coleta das informações e o conhecimento da realidade social das pessoas que são atendidas na unidade.

Segundo a professora responsável pelo projeto, Ana Maria Auler, o formulário utilizado era extremamente longo e a falta de agrupamento por temas dificultava a tabulação. “O formulário utilizado pelo CRAM tinha muitas perguntas, praticamente cinco folhas. As questões se tornavam repetitivas e acabavam por atrapalhar a  tabulação. A revisão do material facilita a organização dos dados e fornece elementos que permitem formular e avaliar a efetividade das políticas desenvolvidas”, afirma.

No ano passado, cinco alunos do segundo período do curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública estiveram envolvidos no projeto que, de acordo com a professora, complementa o aprendizado. “Através desta disciplina, os alunos têm contato direto com a política pública. Essa experiência concreta dos alunos colabora com a formação de cidadãos conscientes sobre os problemas da sociedade”, comenta.

A implantação da nova ferramenta no Centro de Referência em Atendimento à Mulher, segundo a coordenadora do CRAM, Drica Madeira, facilitou o trabalho das profissionais que recebem, todos os dias, novos casos de violência contra a mulher. As fichas de atendimento devem atender algumas necessidades, entre elas, a produção de dados estatísticos para o melhor desenvolvimento das políticas públicas. Com os indicadores é possível avaliar os procedimentos que já são desenvolvidos no CRAM, Assim, fica mais claro compreender o que ainda precisa ser feito para um melhor atendimento à população.
“Essa ficha de atendimento faz parte de uma estrutura de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Ela precisava ser clara, produzir estatísticas, dados para um melhor direcionamento dos esforços públicos. Com essa nova ficha, conseguimos melhorar o atendimento”, ressalta a coordenadora do CRAM.