quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tudo na vida são '10% talento e 90% de esforço', diz Paulo Niemeyer no 'Voz da Experiência'

Publicada em 21/04/2008 às 17h06m
Natália Soares - O Globo

Fotos de Gustavo Stephan - O Globo

Este ano, o médico Paulo Niemeyer completa 33 anos de profissão, nas palavras dele, em "constante aprendizado". E sua dica para quem almeja exercer a medicina é resumida em uma palavra, repetida três vezes: "Estude, estude, estude". Dedicação, para um dos mais respeitados neurocirurgiões do país, é a receita para o sucesso profissional. Dividindo-se atualmente entre seu consultório na Clínica São Vicente e a Santa Casa de Misericórdia, ele recebeu a Megazine entre uma cirurgia e outra. Filho de um também renomado neurocirurgião, de quem herdou o nome, ele afirma não ter tido dificuldades para optar pela carreira. "Não me imagino fazendo outra coisa. Quem quer medicina não pode esperar ganhar muito dela, ao contrário; quem quer ser médico tem que dar muito de si", diz.

Quanto tempo é necessário para se formar um neurocirurgião? (Alex Nimaschin)

PAULO NIEMEYER:Sem querer desanimar os estudantes, demora pelo menos 20 anos. São seis anos de faculdade e cinco de residência, mas, nesse tempo, você viu muita coisa, mas fez muito pouco. Ainda leva mais uns dez anos para aprender. É uma especialidade que exige um longo treinamento, por ser muito complexa.

Gostaria de saber se as universidades públicas realmente promovem uma formação melhor e se isso faz uma grande diferença, futuramente, no mercado de trabalho (Caio Fernandes)?

NIEMEYER: A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho. A pessoa pode estar numa faculdade boa e não aproveitar, enquanto outra pode estar numa faculdade mediana e usufruir de tudo que ela proporciona. Acredito que as públicas têm mais recursos, uma vez que elas, particularmente, $êm uma forte ligação com a pesquisa. Mas o sucesso, certamente, vem do interesse de cada um.
" A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho "

O que é necessário para ser um bom médico? Ser um bom profissional está relacionado a algum dom ou seria apenas esforço? É verdade que o estudante de medicina não tem vida, só vive para estudar? (Mariana Impagliazzo)

NIEMEYER: Tudo na vida são 10% de talento e 90% de esforço. Na medicina é igual. Para ser um bom médico, você tem que ser muito esforçado, trabalhar muito, estudar muito. Não tem outro jeito. Este mito de que o médico não tem vida é relativo: se você gosta muito da medicina, ela vai ser sua vida e você será um médico feliz. Mas, realmente, é uma fase que exige muita dedicação e exclusividade.

Vou prestar vestibular este ano para medicina e gostaria de saber o que é mais difícil na profissão e qual o maior desafio para quem $de entrar na faculdade. (Tayane Chaul).

NIEMEYER: O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação. É comum o estudante gostar de tudo. A escolha, na verdade, vai depender do temperamento de cada um. O importante é afastar o que não se quer fazer primeiro e, por eliminação, chegar à especialidade de que se gosta mais. $, os estudantes descobrem logo se querem ou não ser cirurgiões...

Quais as especialidades mais atrativas, considerando o mercado de trabalho? (Regina Coelho)

NIEMEYER:Todas as especialidades têm demanda. Para ter sucesso na medicina, é preciso diferenciação. Muitas vezes, o recém-formado sai da faculdade, monta um consultório e começa a trabalhar. E aí começa a ganhar dinheiro como um profissional experiente, mas fica acomodado nesta situação e perde ao não se especializar, se diferenciar no mercado. Para ter sucesso, é importante se dedicar ao estudo, fazer uma pós-graduação. O médico pode ser bem-sucedido em qualquer especialidade.

Qual a sua opinião sobre a carreira para um recém-formado, do ponto de vista do cargo em instituições públicas, condições de trabalho e a necessidade de atualização. Vale a pena $médico na atualidade e no Rio de Janeiro? (Gus Vidal)

NIEMEYER:Vale a pena ser médico, sim. A medicina é uma profissão em constante evolução. Tem uma série de dificuldades, mas uma série de vantagens. O serviço público não deve ser uma meta para o médico, que deve encará-lo como uma passagem, a não ser que ele tenha a intenção de fazer uma carreira universitária. Obviamente, é importante passar pelo serviço público, pela questão da prestação de serviço à sociedade e retribuição a ela pelo conhecimento que lhe foi dado. O meu trabalho na Santa Casa me traz uma grande satisfação pessoal.

O senhor acha que o fato de a residência não ser obrigatória para o exercício da medicina no Brasil faz com que o mercado receba profissionais malpreparados? Isso baixa o nível da medicina praticada no país? (Renato Berger)

NIEMEYER: A residência é muito importante e fundamental para quem $fazer cirurgia, uma vez que você tem que operar sob supervisão. E é difícil passar, é praticamente um segundo vestibular, mas deve ser o objetivo de todos, porque quem não faz residência fica com uma formação deficiente. Não é um problema com uma solução imediata, mas uma delas seria a redução do número de escolas de medicina. O número de formandos é maior do que as vagas ofereci$ para residentes e, às vezes, maior até do que a demanda nas grandes cidades. As associações médicas têm lutado pela redução do número de faculdades por causa disso.
" O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação "

A medicina é uma carreira que, entre outras coisas, exige preparo psicológico, já que, muitas vezes, o médico é obrigado a lidar com a morte de seus pacientes. Um estudante que aspira ao curso de medicina deve possuir uma certa frieza para não sofrer com essas ocasiões? (Ralph Guichard)

NIEMEYER: Com o dia-a-dia da profissão, o médico vai aprendendo a se proteger, porque a relação com o paciente tem que ser profissional, não emocional. Então, ele vai sentir a perda de um paciente porque nenhum profissional dedicado gosta de perder um paciente. O médico tem sempre um sofrimento, mas ele é relativo, muito mais relacionado à frustração de não ter resolvido aquele caso do que pela perda de um ente, como a família sofre. Com $amadurecimento, isso se resolve.

A relação médico-paciente está caminhando para o modelo impessoal do caixa eletrônico: insere o cartão, digita a queixa, recebe a prescrição. O aparelho formador do médico, capacitando técnicos, mas se esquecendo de desenvolver atitudes, não precisa ser mudado? (José Teixeira)

NIEMEYER: Essa relação vai depender muito do próprio médico. Se ele tratar a pessoa como um paciente e não como um freguês, ele vai ter uma boa relação. É difícil ensinar isso na escola, isso se aprende com o exemplo de colegas mais velhos, na residência e com a própria educação do médico. É uma tendência, mas pode ser amenizada se o profissional tiver a consciência de manter uma relação mais humana.


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/04/21/tudo_na_vida_sao_10_talento_90_de_esforco_diz_paulo_niemeyer_no_voz_da_experiencia_-426983574.asp

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fórum de educação mobiliza educadores

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto sediou durante todo o dia de hoje o segundo Fórum de Educação. O evento contou com a presença de cerca de cem profissionais da área, entre professores, diretores e coordenadores.
O Fórum debateu o plano municipal de educação para o ensino fundamental, médio, superior, especial, para jovens e adultos, à distância e formação de professores. O objetivo, segundo a secretaria de educação do município, Sumara Gannan Brito, é criar um ambiente de debate democrático, buscando idéias e propostas sobre Políticas Públicas Educacionais para os diversos níveis: “esse é um espaço de discussão das propostas para todos os segmentos”.
O evento foi marcado com o coral dos meninos do Brejal.Crianças com idades entre sete a nove anos, agraciaram a abertura do segundo Fórum de Educação: “esses meninos são o futuro desse país, formam um conjunto. Eles vão aprendendo que é a união de cada voz que faz ficar bonito e quando alguém erra, todos se ressentem”, comentou o diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Guillermo Lopez Lopez.
O diretor da Faculdade ainda citou em discurso da importância da educação e do planejamento em um país: “nenhum país melhora a qualidade de vida sem melhorar a educação’.

Paulo Mustrangi e Oswaldo Costa Frias participam de reunião sobre o novo modelo de gestão do HAC

O prefeito eleito Paulo Mustrangi e o vice Oswaldo Costa Frias participaram na tarde de ontem de uma reunião do Conselho Deliberativo do Serviço Social Autônomo, SEHAC, presidida pelo Dr. Miguel Pachá. No encontro, realizado na Faculdade Arthur Sá Earp Neto/FMP, foram apresentados o novo modelo de gestão do Hospital Alcides Carneiro e os resultados assistenciais alcançados nos seis primeiros meses de atuação da atual Diretoria.
O futuro chefe do executivo mostrou interesse em acompanhar, durante o mandato, as ações desenvolvidas pelo SEHAC no hospital de ensino e ressaltou que vai reunir as unidades que fazem parte do Sistema Único de Saúde para participarem do planejamento das políticas de saúde do município. Declarou ainda a confiança que deposita nos projetos da Faculdade.
Já o vice-prefeito disse estar entusiasmado com o novo modelo de gestão. Após a reunião, Oswaldo Costa Frias percorreu parte das instalações da Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis.

Café de boas vindas

Doze futuros estudantes da Faculdade Arthur Sá Earp Neto participaram na noite de ontem do café de boas vindas. Os visitantes conheceram um pouco da infra-estrutura, corpo docente e puderam interagir com coordenadores e representantes da Instituição.
A dúvida mais freqüente dos estudantes e responsáveis foi em relação a convênios e formas de financiamento do curso. Tudo foi muito bem esclarecido, segundo os participantes.
A Faculdade ainda vai promover mais dois processos seletivos, nos dias 06/12 e 17/01. Depois dessas datas, nossos futuros alunos vão participar da festa dos calouros, podendo conhecer todo o campus, unidades, professores e metodologia.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Agentes comunitários participam de capacitação em Nutrição

Cerca de duzentos agentes comunitários de todos os postos de saúde do Município estão participando desde o início de novembro, de um curso de capacitação em alimentação e nutrição, uma parceria entre a Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Prefeitura Municipal de Petrópolis.
Segundo a professora Cátia Stumf a idéia é capacitar para que os agentes orientem a comunidade da importância dos alimentos saudáveis; “na última aula, elas aprenderam a reaproveitar talos e cascas com as frutas, legumes e verduras do Cesta Cheia Família Feliz”.
De acordo com as agentes comunitárias do bairro Caxambu, mais de duzentas famílias recebem do governo o benefício da “Cesta Cheia Família Feliz”. Elas comentam que sem dúvida vão ajudar muito essas pessoas na orientação nutricional: “nós acreditamos que vamos ajudar muito, a oportunidade é muito grande”, ressalta Rosangela Leite Cabido.
Além do reaproveitamento dos alimentos, as agentes aprenderam um pouco sobre valores nutricionais, o que comer em caso de diabetes e hipertensão e boas opções de pratos, que além de baratos, são saudáveis.
A capacitação acontece toda terça-feira, das 13:30 às 17horas e está prevista para acabar no dia 16 de dezembro.