segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

70 anos de Leonardo Boff

Amanhã o escritor, teólogo e ecologista Leonardo Boff comemora os 70 anos de vida com o lançamento do livro "Leituras críticas sobre Leonardo Boff. O evento acontece às 19 horas na Sala Arthur Sá Earp Neto.

Confira a biografia de Leonardo Boff:

Leonardo Boff nasceu em Concórdia, Santa Catarina, aos 14 de dezembro de 1938. É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para o Rio Grande do Sul no final do século XIX.Fez seus estudos primários e secundários em Concórdia-SC, Rio Negro-PR e Agudos-SP. Cursou Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha, em 1970. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.
Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano. Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanha).
Esteve presente nos inícios da reflexão que procura articular o discurso indignado frente à miséria e à marginalização com o discurso promissor da fé cristã gênese da conhecida Teologia da Libertação. Foi sempre um ardoroso defensor da causa dos Direitos Humanos, tendo ajudado a formular uma nova perspectiva dos Direitos Humanos a partir da América Latina, com "Direitos à Vida e aos meios de mantê-la com dignidade".
É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim (Itália) e em Teologia pela universidade de Lund (Suécia), tendo ainda sido agraciado com vários prêmios no Brasil e no exterior, por causa de sua luta em favor dos fracos, dos oprimidos e marginalizados e dos Direitos Humanos.
De 1970 a 1985, participou do conselho editorial da Editora Vozes. Neste período, fez parte da coordenação da publicação da coleção "Teologia e Libertação" e da edição das obras completas de C. G. Jung. Foi redator da Revista Eclesiástica Brasileira (1970-1984), da Revista de Cultura Vozes (1984-1992) e da Revista Internacional Concilium (1970-1995).
Em 1984, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro "Igreja: Carisma e Poder", foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé,
ex Santo Ofício, no Vaticano. Em 1985, foi condenado a um ano de "silêncio obsequioso" e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986, podendo retomar algumas de suas atividades.
Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre e se auto-promoveu ao estado leigo. "Mudou de trincheira para continuar a mesma luta": continua como teólogo da libertação, escritor, professor e conferencista nos mais diferentes auditórios do Brasil e do estrangeiros, assessor de movimentos sociais de cunho popular libertador, como o Movimento dos Sem Terra e as comunidades eclesiais de base (CEB's), entre outros.
Em 1993 prestou concurso e foi aprovado como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Em 8 de Dezembro de 2001 foi agraciado com o premio nobel alternativo em Estocolmo (Right Livelihood Award).
Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda. Tornou-se assim ‘pai por afinidade’ de uma filha e cinco filhos compartilhando as alegrias e dores da maternidade/paternidade responsável. Vive, acompanha e re-cria o desabrochar da vida nos "netos" Marina , Eduardo, Maira, Luca e Yuri.
É autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.
mais detalhes: www.leonardoboff.com

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Contos de fadas viram exposição

A partir deste sábado, o Centro Cultural Casa Hercílio Esteves vai sediar uma exposição de trabalhos artísticos de crianças do ensino infantil e fundamental da Escola SESI.
São telas, painéis, instalações, tudo sobre alguns contos de fadas trabalhados dentro de sala de aula. No fim, os pequeninos conseguiram trazer as histórias para a realidade, dando um novo visual para as princesas, príncipes, sapos e bruxas. Um dos destaques é a reprodução da página do Orkut de alguns personagens, como a Rapunzel e o gato de botas.
A II Mostra de Trabalhos acontece até o dia nove de janeiro, das 08 às 18 horas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tudo na vida são '10% talento e 90% de esforço', diz Paulo Niemeyer no 'Voz da Experiência'

Publicada em 21/04/2008 às 17h06m
Natália Soares - O Globo

Fotos de Gustavo Stephan - O Globo

Este ano, o médico Paulo Niemeyer completa 33 anos de profissão, nas palavras dele, em "constante aprendizado". E sua dica para quem almeja exercer a medicina é resumida em uma palavra, repetida três vezes: "Estude, estude, estude". Dedicação, para um dos mais respeitados neurocirurgiões do país, é a receita para o sucesso profissional. Dividindo-se atualmente entre seu consultório na Clínica São Vicente e a Santa Casa de Misericórdia, ele recebeu a Megazine entre uma cirurgia e outra. Filho de um também renomado neurocirurgião, de quem herdou o nome, ele afirma não ter tido dificuldades para optar pela carreira. "Não me imagino fazendo outra coisa. Quem quer medicina não pode esperar ganhar muito dela, ao contrário; quem quer ser médico tem que dar muito de si", diz.

Quanto tempo é necessário para se formar um neurocirurgião? (Alex Nimaschin)

PAULO NIEMEYER:Sem querer desanimar os estudantes, demora pelo menos 20 anos. São seis anos de faculdade e cinco de residência, mas, nesse tempo, você viu muita coisa, mas fez muito pouco. Ainda leva mais uns dez anos para aprender. É uma especialidade que exige um longo treinamento, por ser muito complexa.

Gostaria de saber se as universidades públicas realmente promovem uma formação melhor e se isso faz uma grande diferença, futuramente, no mercado de trabalho (Caio Fernandes)?

NIEMEYER: A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho. A pessoa pode estar numa faculdade boa e não aproveitar, enquanto outra pode estar numa faculdade mediana e usufruir de tudo que ela proporciona. Acredito que as públicas têm mais recursos, uma vez que elas, particularmente, $êm uma forte ligação com a pesquisa. Mas o sucesso, certamente, vem do interesse de cada um.
" A faculdade ajuda, mas o sucesso na profissão vai depender do estudo, do empenho "

O que é necessário para ser um bom médico? Ser um bom profissional está relacionado a algum dom ou seria apenas esforço? É verdade que o estudante de medicina não tem vida, só vive para estudar? (Mariana Impagliazzo)

NIEMEYER: Tudo na vida são 10% de talento e 90% de esforço. Na medicina é igual. Para ser um bom médico, você tem que ser muito esforçado, trabalhar muito, estudar muito. Não tem outro jeito. Este mito de que o médico não tem vida é relativo: se você gosta muito da medicina, ela vai ser sua vida e você será um médico feliz. Mas, realmente, é uma fase que exige muita dedicação e exclusividade.

Vou prestar vestibular este ano para medicina e gostaria de saber o que é mais difícil na profissão e qual o maior desafio para quem $de entrar na faculdade. (Tayane Chaul).

NIEMEYER: O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação. É comum o estudante gostar de tudo. A escolha, na verdade, vai depender do temperamento de cada um. O importante é afastar o que não se quer fazer primeiro e, por eliminação, chegar à especialidade de que se gosta mais. $, os estudantes descobrem logo se querem ou não ser cirurgiões...

Quais as especialidades mais atrativas, considerando o mercado de trabalho? (Regina Coelho)

NIEMEYER:Todas as especialidades têm demanda. Para ter sucesso na medicina, é preciso diferenciação. Muitas vezes, o recém-formado sai da faculdade, monta um consultório e começa a trabalhar. E aí começa a ganhar dinheiro como um profissional experiente, mas fica acomodado nesta situação e perde ao não se especializar, se diferenciar no mercado. Para ter sucesso, é importante se dedicar ao estudo, fazer uma pós-graduação. O médico pode ser bem-sucedido em qualquer especialidade.

Qual a sua opinião sobre a carreira para um recém-formado, do ponto de vista do cargo em instituições públicas, condições de trabalho e a necessidade de atualização. Vale a pena $médico na atualidade e no Rio de Janeiro? (Gus Vidal)

NIEMEYER:Vale a pena ser médico, sim. A medicina é uma profissão em constante evolução. Tem uma série de dificuldades, mas uma série de vantagens. O serviço público não deve ser uma meta para o médico, que deve encará-lo como uma passagem, a não ser que ele tenha a intenção de fazer uma carreira universitária. Obviamente, é importante passar pelo serviço público, pela questão da prestação de serviço à sociedade e retribuição a ela pelo conhecimento que lhe foi dado. O meu trabalho na Santa Casa me traz uma grande satisfação pessoal.

O senhor acha que o fato de a residência não ser obrigatória para o exercício da medicina no Brasil faz com que o mercado receba profissionais malpreparados? Isso baixa o nível da medicina praticada no país? (Renato Berger)

NIEMEYER: A residência é muito importante e fundamental para quem $fazer cirurgia, uma vez que você tem que operar sob supervisão. E é difícil passar, é praticamente um segundo vestibular, mas deve ser o objetivo de todos, porque quem não faz residência fica com uma formação deficiente. Não é um problema com uma solução imediata, mas uma delas seria a redução do número de escolas de medicina. O número de formandos é maior do que as vagas ofereci$ para residentes e, às vezes, maior até do que a demanda nas grandes cidades. As associações médicas têm lutado pela redução do número de faculdades por causa disso.
" O maior desafio para o estudante de medicina é escolher a área de atuação "

A medicina é uma carreira que, entre outras coisas, exige preparo psicológico, já que, muitas vezes, o médico é obrigado a lidar com a morte de seus pacientes. Um estudante que aspira ao curso de medicina deve possuir uma certa frieza para não sofrer com essas ocasiões? (Ralph Guichard)

NIEMEYER: Com o dia-a-dia da profissão, o médico vai aprendendo a se proteger, porque a relação com o paciente tem que ser profissional, não emocional. Então, ele vai sentir a perda de um paciente porque nenhum profissional dedicado gosta de perder um paciente. O médico tem sempre um sofrimento, mas ele é relativo, muito mais relacionado à frustração de não ter resolvido aquele caso do que pela perda de um ente, como a família sofre. Com $amadurecimento, isso se resolve.

A relação médico-paciente está caminhando para o modelo impessoal do caixa eletrônico: insere o cartão, digita a queixa, recebe a prescrição. O aparelho formador do médico, capacitando técnicos, mas se esquecendo de desenvolver atitudes, não precisa ser mudado? (José Teixeira)

NIEMEYER: Essa relação vai depender muito do próprio médico. Se ele tratar a pessoa como um paciente e não como um freguês, ele vai ter uma boa relação. É difícil ensinar isso na escola, isso se aprende com o exemplo de colegas mais velhos, na residência e com a própria educação do médico. É uma tendência, mas pode ser amenizada se o profissional tiver a consciência de manter uma relação mais humana.


http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/04/21/tudo_na_vida_sao_10_talento_90_de_esforco_diz_paulo_niemeyer_no_voz_da_experiencia_-426983574.asp

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fórum de educação mobiliza educadores

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto sediou durante todo o dia de hoje o segundo Fórum de Educação. O evento contou com a presença de cerca de cem profissionais da área, entre professores, diretores e coordenadores.
O Fórum debateu o plano municipal de educação para o ensino fundamental, médio, superior, especial, para jovens e adultos, à distância e formação de professores. O objetivo, segundo a secretaria de educação do município, Sumara Gannan Brito, é criar um ambiente de debate democrático, buscando idéias e propostas sobre Políticas Públicas Educacionais para os diversos níveis: “esse é um espaço de discussão das propostas para todos os segmentos”.
O evento foi marcado com o coral dos meninos do Brejal.Crianças com idades entre sete a nove anos, agraciaram a abertura do segundo Fórum de Educação: “esses meninos são o futuro desse país, formam um conjunto. Eles vão aprendendo que é a união de cada voz que faz ficar bonito e quando alguém erra, todos se ressentem”, comentou o diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Guillermo Lopez Lopez.
O diretor da Faculdade ainda citou em discurso da importância da educação e do planejamento em um país: “nenhum país melhora a qualidade de vida sem melhorar a educação’.

Paulo Mustrangi e Oswaldo Costa Frias participam de reunião sobre o novo modelo de gestão do HAC

O prefeito eleito Paulo Mustrangi e o vice Oswaldo Costa Frias participaram na tarde de ontem de uma reunião do Conselho Deliberativo do Serviço Social Autônomo, SEHAC, presidida pelo Dr. Miguel Pachá. No encontro, realizado na Faculdade Arthur Sá Earp Neto/FMP, foram apresentados o novo modelo de gestão do Hospital Alcides Carneiro e os resultados assistenciais alcançados nos seis primeiros meses de atuação da atual Diretoria.
O futuro chefe do executivo mostrou interesse em acompanhar, durante o mandato, as ações desenvolvidas pelo SEHAC no hospital de ensino e ressaltou que vai reunir as unidades que fazem parte do Sistema Único de Saúde para participarem do planejamento das políticas de saúde do município. Declarou ainda a confiança que deposita nos projetos da Faculdade.
Já o vice-prefeito disse estar entusiasmado com o novo modelo de gestão. Após a reunião, Oswaldo Costa Frias percorreu parte das instalações da Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis.