quarta-feira, 1 de julho de 2009

Arraiá dos colaboradores

A festa junina dos colaboradores animou a noite do último sábado. Confira as fotos:



O que saiu na imprensa

Tribuna de Petrópolis
Quarta-feira, 01 de julho.
Fase recebe nota máxima da comissão do MEC


A grande maioria dos alunos da Faculdade de Medicina de Petrópolis é de fora do Estado do Rio de Janeiro.

Uma das instituições de ensino médico mais procuradas do país, a Faculdade de Medicina de Petrópolis - Fase acumulou mais uma conquista, em junho: recebeu nota máxima da Comissão Avaliadora do MEC para recredenciamento. Conhecida por sua qualidade de ensino, já tendo formado profissionais de renome no cenário nacional, a faculdade recebe alunos de diversas partes do país.A avaliação foi feita por uma equipe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), vinculado ao Ministério da Educação, que esteve presente no campus da Faculdade de Medicina de Petrópolis - FASE ao longo de uma semana. De acordo com o parecer final da comissão, a faculdade apresenta um nível muito bom de qualidade.Para o diretor da faculdade, Prof. Guillermo Lopez Lopez, diferentes fatores fazem com que a instituição tenha projeção nacional. Hoje, a grande maioria dos alunos da Faculdade de Medicina de Petrópolis é de fora do Estado do Rio de Janeiro, com origem em praticamente todas as regiões do País. “Posso atribuir esta procura à qualidade do nosso ensino e à propaganda dos nossos alunos e ex-alunos. Hoje temos muitos filhos de ex-alunos estudando aqui”, comentou.Um dos principais diferenciais do ensino da instituição é o contato que os alunos têm com a realidade médica desde o primeiro ano do curso. Assim que entram na faculdade, os estudantes já começam a conhecer a realidade dos pacientes que serão atendidos por eles nos anos finais de seu aprendizado. “Os alunos conhecem a comunidade onde os pacientes estão inseridos, através das Unidades de Saúde da Família. Eles veem de perto as condições nas quais vivem aqueles pacientes. Tanto condições sanitárias, sociais, quanto financeiras”, completou o diretor. Segundo ele, esta inserção do aluno na comunidade é fundamental para a formação de um médico consciente. “Isto faz com que ele conheça as origens daquele paciente e todas as suas possibilidades. Faz com que, por exemplo, ele busque alternativas de tratamento. Não adianta receitar para o paciente um medicamento caro que ele não vai ter condições de comprar”, comentou Lopez Lopez.Hoje, a Faculdade de Medicina de Petrópolis - FASE está completamente inserida no Sistema de Saúde Pública do Município, através das unidades de saúde da família, cinco delas mantidas pela faculdade, do Ambulatório Escola e do Hospital Alcides Carneiro, transformado em Hospital de Ensino da Faculdade de Medicina de Petrópolis, o que trouxe mais verbas do Ministério da Saúde para a Prefeitura da cidade. “Esta inserção do aluno na comunidade é feita há alguns anos, através do Programa Curricular Saúde e Sociedade. O aluno lida com os pacientes do início ao fim do curso, sempre sob a supervisão de professores ou preceptores”, explicou o diretor.Lopez Lopes destaca também o apoio aos alunos oferecido por meio do Núcleo Pedagógico. O setor atua diretamente com os estudantes que apresentam algum tipo de dificuldade de rendimento nos estudos. “Todos os alunos são acompanhados e, caso apresentem alguma baixa no rendimento, são orientados a procurar o núcleo que, através de entrevistas, identifica o problema, que pode estar ligado a dificuldades relacionadas a situações como a dislexia e déficit de atenção, ou a questões psicológicas, desencadeadas pela distância da família, já que estamos falando de jovens recém saídos da adolescência e que estão longe de suas cidades”, explicou Guillermo Lopez Lopez. Os alunos portadores de necessidades especiais são acompanhados e apoiados para que possam ter um rendimento tão bom quanto qualquer outro.Os estudantes são encorajados também a participar de atividades extracurriculares. Este trabalho é desempenhado pelo Centro Cultural da instituição – Casa Hercílio Esteves. São promovidas atividades culturais e estudos paralelos, como debates a partir de filmes. O trabalho tem por objetivo abordar o ensino formal de uma forma leve.Outro ponto destacado por Guillermo Lopez Lopez são os constantes investimentos na capacitação e aprimoramento profissional dos professores, o que contribui para a baixa rotatividade dos docentes. “Temos professores que há muitos anos estão conosco. Vários foram nossos alunos. Isso faz com que tenham um maior comprometimento com a Instituição e com o nosso crescimento. Entendemos que este investimento constante é fundamental. Todos estes fatores contribuíram para que a Faculdade de Medicina de Petrópolis - FASE chegasse ao nível de qualidade reconhecido pelo Ministério da Educação, com projeção nacional e como uma das Escolas de Medicina mais procuradas do país. Estamos envolvidos sempre com a qualidade de nosso ensino, de nossos alunos e de nossos professores”, concluiu o diretor da faculdade.

Termina Campanha do Agasalho 2009

A Campanha do Agasalho 2009 foi encerrada na última sexta-feira com saldo positivo.

Foram 539 peças de roupas arrecadadas para os pacientes do Sanactório Oswaldo Cruz, em Corrêas.

A entrega da doação aconteceu no sábado (27/06) por alunos do curso de Medicina.

Estudantes participam de gincana sobre nutrição

Alunos do ensino fundamental e médio de três escolas de Petrópolis participaram na última sexta feira da Gincana NutriAção, promovida pela disciplina de Educação Nutricional.
Os jovens visitaram os laboratórios e participaram de dinâmicas em grupo, aprendendo um pouco mais sobre os alimentos, rotulagem e o corpo humano.
Para a orientadora educacional Maria Virginia de Oliveira, a gincana além de ensinar sobre a nutrição e icentivar a integração com outros estudantes, mostra mais uma opção profissional para os adolescentes: "esse ano eu começo a fazer pesquisas sobre profissões e além do conhecimento da nutrição a atividade mostrou mais uma opção profissional".
A equipe vencedora foi a vermelha, do Colégio Fênix

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Artigo publicado no Jornal Estado de Minas



O Jornal Estado de Minas publicou na última semana um artigo do professor Paulo Sá. O texto fala sobre prevenção de doenças e a formação da nova geração de médicos.

Leia o texto:

Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e manutenção de hábitos saudáveis como dormir bem, não fumar e a ingestão moderada de bebidas alcoólicas. Essa vem sendo a fórmula apresentada pelos estudos científicos para uma vida longeva e de qualidade. Os resultados de tais pesquisas, por sua vez, são largamente reproduzidos pela imprensa. Apesar da difusão de informações, ainda existe um longo caminho para que esses hábitos se transformem em rotina para os brasileiros. O fato de nos alimentarmos mal e não encontrar tempo para a prática de exercícios tem nos tornado uma população obesa. Adotar os preceitos de uma vida saudável representa uma mudança de paradigma.

Não é novidade que o avanço da medicina é crescente. Cada vez mais se descobrem novos medicamentos, novos equipamentos e novas técnicas. O custo dessas novas tecnologias, no entanto, são altos para compensar os altos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Sem descartar a relevância e importância do progresso técnico-científico, o governo precisa orientar suas políticas de saúde para a medicina preventiva cujo custo é mais barato e eficiente. Da mesma forma, as pessoas precisam se conscientizar que são co-responsáveis na gestão de sua saúde. Os maus hábitos já doem no bolso. Pessoas que fumam ou apresentam mais riscos de contrair doenças pagam mais caro na hora de contratar um plano de saúde, por exemplo.

Na Antiguidade, o equilíbrio entre corpo e mente era mais valorizado, mas, na sociedade contemporânea, o ritmo acelerado de nossas vidas dificulta a adoção de hábitos mais saudáveis. Por isso, o nosso compromisso deve ser aprender a evitar as doenças principalmente os males da vida moderna, tais como: depressão por estresse e frustração; síndrome do pânico; doenças cardiovasculares; diabetes; doenças osteoarticulares; câncer; e outros. Afinal, o médico é capaz de resolver o problema da doença, mas as pessoas podem aprender a evitá-lo. Inverte-se a lógica que a sociedade ocidental tem da doença. Ao invés do tratamento, a medicina social se dedica à prevenção.

O Programa de Saúde da Família é um exemplo dessa tentativa de melhorar o atendimento em atenção básica e de desenvolver o conceito de co-responsabilidade no cuidado à saúde junto às comunidade atendidas. Além da prevenção e promoção à saúde, destaca-se que, do ponto de vista assistencial, mais de 80% das patologias que acometem a população estão dentro do escopo do Saúde da Família. No contato diário com os pacientes assistidos, os médicos conseguem conscientizá-los e também entender às demandas e especificidades daquela comunidade. O esclarecimento da população se dá em um processo dialógico e de entendimento entre equipe médica e pacientes.

O diagnóstico de um paciente, por exemplo, pode ser hipertensão, mas as causas que desencadeiam a pressão alta podem ser diversas, desde má alimentção a fatores emocionais. No contato com a realidade social e cultural, a equipe médica consegue entender a lógica de seus pacientes bem como as melhores formas de tratar um problema. A inserção na região para reverter a incidência de uma patologia acontece tanto socialmente como por meio de intervenções ambientais. Ajudar a identificar potenciais de sustentabilidade é um dos desafios das equipes de saúde da família.

O programa de saúde da família tem demonstrado seu êxito, mas é preciso ampliá-lo e aperfeiçoá-lo até que atinja a totalidade dos brasileiros, independentemente de classe social. Isso é importante para que o Sistema Único de Saúde (SUS) cumpra a missão para a qual foi criado pela Constituição Federal de 1988, a saber, prover o acesso ao atendimento público de saúde a toda a população. O desafio para que isso ocorra é formar médicos que estejam preocupados e atentos às demandas sociais.

No entanto, os estudantes de medicina, de um modo geral, estão cada vez mais preocupados com a especialização. Na realidade, existe escassez do profissional capaz de avaliar o conjunto do ser humano. Essa visão holística, embora propalada, ainda é rara de ser encontrada na prática da medicina. Apesar de crescente, a preocupação com a saúde coletiva e preventiva ainda não encontrou eco entre os jovens estudantes que, desiludidos com a desvalorização da profissão, preferem apostar e investir na formação segmentada.

*Paulo Sá é médico, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis e ex-secretário de Saúde de Petrópolis.