quinta-feira, 17 de maio de 2018

Da esperança aos fantasmas nossos de cada dia


Virgínia Ferreira
Psicanalista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase)

O ser humano, via de regra, é influenciado por dois extremos: a esperança e os fantasmas. Ambos fazem de nossas mentes um jogo de tensões. Ora um vai a nocaute, ora é o outro. É uma luta diária. Ao acordar, consciente ou inconscientemente, temos a esperança de que o dia será bom e que terminaremos o mesmo e que, amanhã, será outro. Há três esperanças nessa afirmativa: o dia não será ruim, que não morreremos, pelo menos nesse dia, e que veremos e viveremos um outro. Assim seguimos. Tentando não dar ibope para os fantasmas e tentando dar mais espaço e robustez às nossas esperanças.

Entretanto, diante da aridez e da inexorabilidade da realidade, nossas esperanças perdem a força e desabam diante de nossos fantasmas. Como manter a esperança de vida frente à quantidade e diversidade de mortes no Rio de Janeiro? Como manter a esperança de uma sociedade mais justa, com toda corrupção que assola o Estado brasileiro? Como manter a esperança na construção de uma sociedade melhor, frente ao caos que está a educação no Brasil? Como manter a esperança numa conquista da seleção de futebol na próxima Copa do Mundo, se a seleção brasileira perdeu a última por nada menos do que 7 a 1 para a Alemanha? Como manter a esperança diante de tantos fatos que nos lançam no risco de uma eminente morte física, moral, social, esportiva...?

Certamente, nossa esperança não é como gato, que dizem ter sete vidas. Caso assim fosse, já teríamos enlouquecido. Nossa esperança tem centenas de vidas. Ressurge das cinzas. Talvez esse seja pontualmente o problema. Ter esperança é esperar, e quem espera não age. É exatamente nesse esperar que os fantasmas irrompem e crescem e, quanto mais eles crescem, mais nos atormentam, podendo até nos paralisar. Não devemos ter esperança, devemos agir.

Quanta coisa podemos mudar com nossas ações? Me apresso em responder: inúmeras. Por exemplo, podemos mudar esse estado de caos que está o Brasil em termos de educação, saúde, segurança e política. Para tanto, basta votarmos de forma consciente, não pensando em benefícios individuais e imediatistas, mas sim nos coletivos, e a médio ou longo prazo. Precisamos aprender a agir, quando a mudança da situação está ao nosso alcance e a apenas esperar, quando nada podemos fazer. Quanto mais agirmos em prol de uma causa, menos damos espaço ao fantasma. Onde há ação o imaginário se encolhe e os fantasmas empalidecem. Onde somos impotentes, ou seja, onde não podemos agir, tudo o que nos resta é esperar. E os fantasmas? Eles aparecem.

O que podemos fazer diante do desempenho da seleção brasileira? Nada além de esperar e torcer, apesar do robusto fantasma dos 7 a 1 para o time da Alemanha. Mas esse fantasma em nada muda nossa realidade, nosso cotidiano. Não nos adoece nem nos faz mais saudáveis; não nos deixa mais ricos ou mais pobres; não faz de nós pessoas mais morais ou imorais. Aliás, deveríamos nos perguntar por que o desempenho da seleção é tão importante para a sociedade brasileira, quando atravessamos tantas intempéries e incertezas. Não sei se o que me assombra é a sociedade ver como um grande fantasma os 7 a 1, refletindo a importância que o povo atribui a uma seleção de futebol, ou se é o fantasma de que a seleção de futebol masculina é a possibilidade de alegria e vitória do povo.

Enquanto estivermos no tatame de tudo aquilo que está sob a vontade e mãos alheias, daremos muito mais chances aos fantasmas. Que nossas chances de alegrias e vitórias estejam em nossas mãos, dependendo apenas de nossas ações. Definitivamente, o sucesso ou fracasso da seleção brasileira de futebol não está dentro de nosso alcance. Está sim dentro da vontade e do alcance dos jogadores. Eu me pergunto: o que será que eles querem? Eles eu não sei, mas sei o que devo querer, que é tudo aquilo que está dentro de minhas possibilidades. Vivendo desta forma, nossa mente não será um ringue de batalhas entre a esperança e o fantasma.

Afinal, nossa mente merece lutas mais justas e com maiores chances de que a vitória seja a vicissitude. Conhece-se um homem pelas escolhas que ele faz. Escolher confiar vitórias e alegrias em mãos alheias é confiar nos galhos que pousamos. Escolher situações em que a vitória e a alegria dependem de nós é confiar na força de nossas asas. Você confia no galho ou na força de suas asas?

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Diretório Acadêmico de Enfermagem


 
Parabéns aos alunos da chapa Anita Garibaldi que continuarão à frente do Diretório Acadêmico do curso de Enfermagem!

Fernando Furtado – 5º período

Letícia Costa – 6º período

Sara Fortuna – 6º período

Airton Cunha – 5º período

Jossana Souza – 5º período

Pedro Vidal – 3º período

Maritza Paiva – 2º período

Pedro Albuquerque – 4º período

Yago Freitas – 5º período

Pitadas, Temperos e Aromas


A chef Ana Maria Pedrosa, que tem uma linha de produtos naturais, em parceria com a atriz Isabelle Drummond, vai ministrar o curso de extensão em pitadas, temperos e aromas da FMP/Fase, com foco na Culinária Mediterrânea. A aula está prevista para o dia 26 de maio, das 10h às 14h, no campus da faculdade. As inscrições, que devem ser realizadas até o dia 23/05, e outras informações sobre o curso estão disponíveis no site: http://www.fmpfase.edu.br/curso/2018_Curso/2918PitadasTemperosAromas2018/

Fase oferece novo curso de extensão em Princípios da Educação Popular em Saúde


Formar profissionais para atuar na Educação Popular em Saúde, compreendendo os determinantes sociais e a importância da intersetorialidade, do protagonismo e da participação social é o objetivo do novo curso de extensão da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase).

O curso é coordenado pela professora Kátia Mendes de Souza, graduada em Odontologia, com especialização em Educação Popular em Saúde e em Gestão em Saúde da Família, e Mestrado e Doutorado em Saúde Pública. Além disso, a profissional é tutora do Curso de Especialização em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Social da ENSP/Fiocruz e trabalha na Coordenação de Saúde Bucal na Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis.

As aulas estão previstas para os dias 21, 22, 28 e 29 de maio e 04 e 05 de junho, das 18h às 21h. As inscrições, que devem ser feitas até o dia 18 de maio, e outras informações estão disponíveis no site da faculdade: http://www.fmpfase.edu.br/curso/2018_Curso/1818EducacaoPopularSaude2018/

Fase oferece curso de extensão em Pitadas, Temperos e Aromas


Orientar para o cuidado e a elaboração do alimento em diversas preparações, apresentando suas características, funcionalidades, origem e as transformações ocorridas quando utilizamos as especiarias, temperos e condimentos, é o objetivo do curso de extensão em Pitadas, Temperos e Aromas da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), que apresenta novas receitas. Dessa vez, a Culinária Mediterrânea será o tema central do curso.

A chef Ana Maria Pedrosa Daltro Santos, consultora gastronômica, administradora de restaurantes e professora de culinária saudável, Comfort food e vegetariana com mais de 30 anos de experiência no mercado e formação pelo Italian Culinary Institute e Natural Gourmet Institute, de NY, vai abordar a Culinária Mediterrânea, explicando sobre os temperos, especiarias e azeites, com uma análise sensorial das preparações.

Em outubro do ano passado, a coordenadora do curso também lançou uma linha de produtos naturais, em parceria com a atriz Isabelle Drummond. A refeição natural delivery, a Levê Pocket, chega às residências dos clientes toda embalada em potinhos de vidro. Todo o processo é artesanal, sem uso de temperos artificiais, conservantes, óleos e frituras. O cardápio é variado, com opções da culinária brasileira, asiática, vegetariana e vegana, oferecendo sopas, saladas e uma linha de sucos.

A aula será realizada no campus da FMP/Fase, no dia 26 de maio, das 10h às 14h. As inscrições, que devem ser feitas até o dia 23/05, e outras informações estão disponíveis no site: www.fmpfase.edu.br