quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Enfermagem Obstétrica cresce com mais partos normais

Formado em Enfermagem pela Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) desde 2005, Diego Vieira de Mattos trabalha, hoje, como enfermeiro obstetra e vê um bom futuro para a especialização que escolheu. Apesar de ainda pouco conhecida, a profissão ganha cada vez mais apoio do Ministério da Saúde, interessado em melhorar a assistência das mulheres no pré-natal e baixar o alto número de cesarianas no país.

Foi em Petrópolis que ele acompanhou o primeiro parto, no Hospital de Ensino Alcides Carneiro. Em Goiânia, teve contato com a nova linha de atuação de partos em casa. Ele se especializou em Infectologia e há dez anos acompanha as gestantes nos partos normais.

Diego acredita que, com o apoio governamental e graças à internet, a Enfermagem Obstétrica ganhará novos seguidores. A clientela de mães que optam pelo parto normal cresce nas grandes capitais. O problema, segundo ele, é o preconceito que ainda cerca a função dos que vão fazer o parto em casa.

“Perpassa o profissional e chega até o pessoal. Hoje, nós que trabalhamos com o parto familiar assistido somos mais acolhidos pelos pais. Muitos médicos acham que o parto tem que ser no hospital, com alta tecnologia. E alguns colegas da Enfermagem também têm uma visão cesarista. O Brasil é muito medicalizado de forma geral. Quem oferece segurança não é a alta tecnologia, mas o profissional que está ali à frente dos trabalhos. Muitos colegas perguntam: ‘vai ter ambulância com UTI na porta?’. Aí explicamos que trabalhamos com gestação sem risco”, frisa Diego.

De acordo com ele, os casais que escolhem o parto normal estão mais bem informados, vão para a internet, participam de grupos de discussão e sabem das críticas recebidas pelos profissionais.

“O importante é colaborar com a diminuição das cesáreas. A quantidade no Brasil é absurda. Em países desenvolvidos, como no Reino Unido, as taxas são pequenas e há muitos partos normais em casa, sempre acompanhados por enfermeiros obstetras”, acrescenta.

O ex-aluno da FMP/Fase diz que, no mercado com poucos profissionais, a valorização do enfermeiro obstetra é crescente. “Ainda são poucos os que atuam na área. Em Goiás inteiro sou o único que atende em casa. Em levantamento que faço para tese de doutorado sobre as relações e os cuidados com o parto domiciliar, listei 210 profissionais que atuam assim no país. É um estudo comparativo sobre os cuidados das equipes de hoje e as parteiras tradicionais”, conta Diego.


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Departamento de Comunicação Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis