sexta-feira, 6 de julho de 2018

Projeto de extensão da Fase estuda benefícios de tratamento com auxílio de animais


A Terapia Assistida por Animais (TAA) e a Atividade Assistida por Animais (AAA) são temas de um projeto de extensão coordenado por Priscilla Muralha, aluna do 9º período de Enfermagem da FMP/Fase, que está em desenvolvimento desde o início do ano na Unidade de Saúde da Família do Caxambu.

Baseado no trabalho de conclusão de curso da aluna, o projeto procurar entender, na prática, como funcionam as técnicas que utilizam a presença de animais para ajudar pacientes com diversos tipos de enfermidade, influenciando positivamente os tratamentos.

“Comecei a pesquisar como essa relação poderia auxiliar no tratamento psicológico dos pacientes ao perceber o alívio no meu estresse quando eu chegava em casa e tinha contato com meus animais”, explica a aluna.

A iniciativa conta com parceria do cinoterapeuta Leandro Lopes, que também realiza um trabalho com cães no Centro de Terapia Oncológica – CTO. De acordo com Priscilla, os resultados das primeiras sessões realizadas na USF Caxambu mostram resultados positivos para pacientes, familiares e funcionários dos postos, corroborando os estudos científicos.

Em um dos experimentos feitos na quadra ao lado da Unidade, onde um trabalho de consciência corporal ocorre semanalmente, o cão Ganny interagiu com 10 pessoas, sendo uma criança, durante 80 minutos, tudo sob a supervisão de Leandro.

“O primeiro a ser observado é que o ambiente foi totalmente modificado pela presença do animal, proporcionando alegria. Também pudemos observar uma mudança na relação dos membros da equipe uns com os outros, pois, no início, podia ser percebida uma certa timidez, mas isso foi se modificando durante a atividade. Por último, a mudança de atitude da criança que, inicialmente, estava com medo do animal, mas, ao final, já acariciava o cão sem preocupação”, destaca Priscilla.

Ainda de acordo com a aluna, apesar dessa forma terapêutica já ser utilizada com sucesso em países como os Estados Unidos, o quadro ainda é bem diverso no Brasil, pois falta um conhecimento mais aprofundado dos benefícios de terapias e atividades assistidas por animais pelos profissionais de saúde e ainda são poucas as instituições que se arrojam a oferecê-las. “Ainda é uma área muito nova aqui no país, mas merece atenção especial, pois, ao mesmo tempo que você trata a doença em si, também alcança outros fatores da vida daquela pessoa, todos os aspectos que irão melhorar o quadro em que o paciente se encontra”, conclui.




 

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Departamento de Comunicação Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis