sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Programação da Semana de 22 a 28 de dezembro


Programa EM QUESTÃO
Tema: A Luta de cada Um – Projeto de Inclusão
  • Na 30ª semana de gestação, a psicóloga Sílvia Quintan deu à luz os trigêmeos Kayque, Eduarda e Beatriz. O nascimento prematuro dos filhos levou a uma sequência de problemas de saúde. Os três passaram por cirurgias no coração. As meninas tiveram sequelas: hemorragias no cérebro. O diagnóstico: Eduarda não conseguiria se locomover, falar e nem comer alimentos sólidos. Beatriz, além de não ouvir e não andar, ainda ficaria cega. Hoje, com quase 5 anos de idade, Eduarda tem o cognitivo preservado e sua dificuldade é motora. Beatriz voltou a enxergar e precisa apenas de óculos. Kayque não ficou com nenhuma sequela. A recuperação dos três é o resultado de um trabalho intenso de reabilitação, muita dedicação e fé, que Sílvia conta em detalhes no programa. Ela também fala do projeto de inclusão de crianças com necessidades especiais criado a partir das dificuldades encontradas no dia a dia com os filhos.
Em Questão: Segunda, 20h - Terça, 21h30 - Quarta, 22h30 - Quinta, 21h30
- Sexta, 22h - Sábado, 14h30 - Domingo, 13h e 22h30

Programa ARTE & CULTURA
Tema: Gastronomia e Arte – Um Sonho de Natal
  • Preparar a ceia de Natal é mais que uma tradição para o chef Alessandro Vieira, ou Barão, como é conhecido. As receitas das festas de final de ano têm um sabor especial para ele: marcam a realização de um sonho. Foi preparando uma ceia de Natal que ele começou na profissão. Depois de trabalhar em várias cozinhas no Brasil e no exterior, Barão retornou à cidade onde foi criado, Areal, onde montou o primeiro restaurante próprio. Na volta às origens, também passou a oferecer cursos para a comunidade. As aulas de gastronomia continuam até hoje. 23 anos depois de preparar o primeiro cardápio, o Chef Barão não deixa de ensinar os segredos da festa: a oficina de culinária natalina é uma tradição repetida ano após ano. Seja para cozinheiros amadores, amantes da culinária gourmet, seja para novos aprendizes, que dão os primeiros passos na carreira.
Arte & Cultura – Segunda, 21h30 - Terça, 20h  - Quarta, 20h30 - Quinta, 22h30 - Sábado, 17h - Domingo, 20h30

Série: "SDUMONT: UMA PORTA PARA O FUTURO"
Tema: Episódio 2 : Genômica
  • O episódio fala sobre a importância do projeto de genômica desenvolvido no Laboratório Nacional de Computação Científica, o LNCC, e como essas pesquisas serão beneficiadas pela chegada do supercomputador SDumont, o mais potente em operação hoje no Brasil e o primeiro com capacidade petaflópica da América Latina: processa até 1,1 QUATRILHÃO de operações de ponto flutuante por segundo. O LNCC, coordena a Rede Genoma Brasileiro desde o início dos anos 2000. Do início do projeto até agora, mais de 400 genomas já foram sequenciados. As pesquisas geraram a publicação de mais de 500 artigos científicos. Entre os alvos, o mosquito transmissor da malária, microorganismos que causam infecção hospitalar e uma bactéria magnética encontrada na Lagoa de Araruama, no Rio de Janeiro. Cada descoberta abre um leque de possibilidades de aplicação, principalmente na área da saúde.
"SDumont: Uma porta para o futuro": Terça, 11h - Quinta, 20h30 - Domingo, 22h

Programa MINUTO FASE
Tema: Gourmet nas comunidades (Madame Machado)
  • O maior festival gastronômico de Petrópolis é feito de sabor, glamour mas também de responsabilidade social. O Gourmet nas Comunidades aproxima os moradores de áreas carentes da cidade da rotina dos chefs mais renomados. O evento realizado no bairro Madame Machado contou com a parceria da FMP/Fase. A chef Ana Salles mostrou aos participantes como dar um toque gourmet na comida do dia, usando ingredientes simples. Receitas recheadas de saúde, com legumes, verduras e frutas. A aula de gastronomia foi realizada na Unidade de Saúde da Família, administrada pela FMP/Fase. Para os moradores da comunidade, uma oportunidade de descobrir os benefícios da boa nutrição para o bem estar e para a qualidade de vida.
Minuto Fase: Nos intervalos, ao longo da programação.

Programa MINUTO FASE - Profissões
Tema: Odontologia
  • Um cuidado que vai além da estética. O cirurgião-dentista é o profissional habilitado para promover a saúde bucal como um todo: Da cárie ao câncer. Ele realiza restaurações, extrações, limpeza e clareamento dos dentes, projeta e instala próteses. Também trata doenças da gengiva, da bochecha e da língua, além de problemas relacionados à dor orofacial e à mordida. O dentista pode optar por uma série de especializações. Entre elas, a ortodontia, a periodontia, a endodontia, a traumatologia e a estomatologia. Para exercer a profissão é obrigatório o registro no Conselho regional de Odontologia. Com nota 5, classificação máxima na aprovação do MEC, o Curso de Odontologia da FMP/Fase tem sua proposta pedagógica baseada na atenção integral à saúde. Integrando ensino e comunidade, o curso de odontologia da FMP/Fase contribui ainda com a assistência coletiva, reduzindo a carência do serviço no município.
Minuto Fase: Nos intervalos, ao longo da programação.

Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: MÉDICO
  • O primeiro episódio do Minuto Fase Profissões apresenta a rotina e as atribuições do médico. Um dia a dia feito de diagnósticos, exames, cirurgias, mas também do planejamento de ações de prevenção e saúde coletiva. O programa mostra o que o curso de medicina oferece, as expectativas dos estudantes e também profissionais que estão no mercado. O Minuto Fase também aborda uma área ainda pouco explorada pelos médicos brasileiros: a pesquisa clínica. E traz o exemplo do pesquisador Marcus Conde, professor convidado da FMP/Fase, premiado internacionalmente pela pesquisa que permitiu um tratamento mais rápido para pacientes que contraem o bacilo da tuberculose.
Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: NUTRICIONISTA
  • O episódio apresenta a rotina e as atribuições do nutricionista. A contribuição da alimentação para a qualidade de vida é o principal alvo desse profissional, com muitos campos de atuação. O programa mostra também como o curso da FMP/Fase prepara os futuros nutricionistas, com uma formação pautada pelas necessidades do mercado, a inovação e o compromisso com a saúde da população.
Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: ENFERMEIRO
  • A missão de cuidar do ser humano. O programa apresenta os desafios do enfermeiro e como ele deve estar preparado para enfrentar diferentes situações, com o objetivo de promover e manter a qualidade de vida da população.
Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: ADMINISTRADOR
  • O episódio mostra a responsabilidade do profissional de administração: planejar e cuidar do funcionamento das empresas, desenvolvendo estratégias de mercado e implantando métodos de trabalho. O programa também aborda a importância da formação do administrador, para que ele possa atuar de forma criativa e empreendedora, acompanhando sempre as inovações do mercado.
Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: RECURSOS HUMANOS
  • Contribuir para o bom relacionamento e a troca eficiente de informações dentro de uma instituição, e também desenvolver ações para uma relação positiva entre os colaboradores da empresa, a comunidade e a sociedade. O quinto episódio do Minuto Fase Profissões mostra que o profissional de Recursos Humanos deve atuar de forma empreendedora, criando soluções que gerem produtividade e qualidade no trabalho.
Minuto Fase PROFISSÕES
Tema: TECNÓLOGO EM RADIOLOGIA
  • Investigar processos internos do organismo sem que seja preciso acessar diretamente os órgãos envolvidos, evitando a necessidade de cirurgias ou outros procedimentos invasivos. Verificar funções cognitivas, como linguagem e memória, enquanto o paciente o está sendo submetido a um exame. A tecnologia avança e o trabalho do especialista também se torna mais complexo, exigindo cada vez mais capacitação. Preparar profissionais habilitados para os desafios desse mercado em constante expansão é a meta da FMP/Fase com o Curso Superior de Tecnologia em Radiologia.
Minuto Fase Profissões: Nos intervalos, ao longo da programação.

Programa FAIXA INTERATIVA – EM QUESTÃO
Tema: Alzheimer
  • A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência. Ela afeta quase a metade da população idosa mundial, com mais de 85 anos. Mas também pode acontecer de forma precoce, por volta dos 50 anos. O comprometimento da memória é o sinal mais marcante, mas a evolução da doença vai comprometendo outras partes do cérebro, inclusive a responsável pela parte motora. O Em Questão aborda o tema com o neurologista e professor da FMP/Fase, Marcus Vinícius Minucci.
Faixa Interativa: Diariamente em três horários: 7h, 12h e 19h

Programas produzidos por parceiros da FASE TV:

Programa TOME CIÊNCIA
Tema: De onde viemos, para onde vamos?
  • Completados 150 anos – em julho de 2008 – da teoria da evolução, de Charles Darwin, o ser humano ainda se interroga sobre suas origens. Basta lembrar os criacionistas, que defendem a existência de uma inteligência superior por trás de todos os eventos de criação da vida. Neste mesmo ano de 2008, cientistas do mundo inteiro se juntaram para colocar em funcionamento, um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de circunferência, só para poder examinar as condições do Big Bang – para muitos a origem do universo. O que também é contestado. Afinal, do ponto de vista científico, como teria surgido a vida humana em nosso planeta? E o próprio planeta? E como anda a nossa evolução biológica? Superada pelas intervenções da medicina? Mais dependentes da cultura?
Tome Ciência: Quarta, 16h - Domingo, 14h

Programa LIGADO EM SAÚDE
Tema: AVC
  • Conhecido popularmente como derrame, o acidente vascular cerebral ou AVC é a doença que mais mata no Brasil e é a mais incapacitante do mundo. Saber identificar os sinais para buscar ajuda médica o mais rápido possível pode fazer a diferença no sucesso do tratamento e da recuperação.
Ligado em Saúde: Terça, 21h - Quarta, 10h - Sábado, 11h

Programa CIÊNCIA & LETRAS
Tema: Loucos pela Vida
  • O programa desta semana fala sobre o livro: Loucos pela vida - A trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil.
Ciência & Letras: Segunda, 22h30 - Quinta, 20h

Programa CANAL SAÚDE NA ESTRADA
Tema: Itatiaia - RJ

  • No belo município de Itatiaia (RJ), mostramos como o Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, está ajudando a melhorar a qualidade do atendimento na atenção básica. O episódio traz a atuação de quatro médicos cubanos em atividade no município, sua integração com as equipes e com a cidade, a percepção e a recepção dos usuários e os resultados obtidos na demanda hospitalar. No Rio de Janeiro, a ONG Viva-Rio, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, desenvolve um trabalho de acolhimento de jovens que fazem uso abusivo de drogas. Agregando os setores de saúde, educação e desenvolvimento social, o projeto Casa Viva promove a resignificação das vidas desses meninos e meninas e ajuda na sua reinserção familiar e comunitária.
Canal Saúde na Estrada: Segunda, 16h30 - Terça, 23h
 
Programa EM FAMÍLIA
Tema: Emigrantes e Imigrantes

  • “Mudam de céu e não de espirito os que transpõem o mar”. Horácio disse isso meio século antes de Cristo porque migrar de uma terra para outra é algo mais antigo do que a civilização. Atualmente os motivos nem sempre tem a ver com a diversidade, mas para quem fica e pra quem vai, essa história de mudar de céu ou ir pra outra cidade, outro país ainda exige uma dose de coragem.
Em Família: Quarta, 20h - Domingo, 16h - Sábado, 22h

Programa UNIDIVERSIDADE
Tema: Paratletas

  • Inclusão, respeito às diferenças, acessibilidade, superação dos próprios limites. Paratletas é o tema debatido no programa Unidiversidade.
Unidiversidade: Quinta, 18h - Domingo, 10h e 16h30

Veja também os noticiários: Resumo da ONU e Jornal da Saúde em 4 horários: 6h35, 11h35, 18h35 e 23h35

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Economia e Crise



Por Gabriel Mamed
Economista. Professor do curso de Administração da FMP/Fase

A Ciência Econômica, definida como “a ciência que busca administrar recursos escassos, com a finalidade de promover o bem-estar social”, ao contrário do que muitos pensam, não é uma ciência exata. Embora transite por complicadas equações matemáticas e estatísticas, é uma ciência social aplicada, o que a torna ainda mais difícil, uma vez que qualquer política, ao ser implementada, dependerá, para o seu sucesso, das expectativas e reações – positivas ou negativas – daqueles a quem a referida ciência chama de agentes econômicos, ou seja, indivíduos, empresas e o próprio governo.

Costumo frisar aos meus alunos do curso de Administração, que a credibilidade por parte dos agentes assume papel fundamental na economia e no processo decisório das diferentes organizações. Caso acreditem em determinada medida, a apoiarão. Caso não, procurarão boicotá-la ou defender-se, fazendo com que a política não apresente o resultado esperado.

Como é sabido, as diversas áreas do conhecimento não são fechadas em si mesmas, mas relacionam-se com diversas outras. Isso acaba por gerar uma série de influências e inter-relações que poderão alterar, de um momento para outro, o quadro econômico. No caso da Economia, a mesma sofre grande influência de variáveis históricas, políticas e sociais, além de interesses particulares. Essa confluência de fatores nos traz ao momento atual de crise. Num mundo cada vez mais globalizado, o ambiente internacional também pode contaminar positiva ou negativamente a Economia. 

No aspecto econômico interno, políticas mal implementadas e gastos governamentais excessivos e mal geridos tiveram papel crucial para as dificuldades ora vividas.

O quadro político que vivemos, caracterizado pela disputa pelo poder, polarização ideológica, escândalos de corrupção e instabilidade governamental, influencia junto aos indivíduos e empresas de modo que os agentes procuram se defender das incertezas geradas, inibindo novos investimentos produtivos ou adiando planos de consumo. Essas atitudes somente agravam a situação econômica. Menos investimentos significam menos empregos, menos salários e menos tributos, dificultando o atendimento às diversas demandas sociais. Menos consumo significa redução no padrão de vida da população e do fluxo de recursos que realimenta o processo produtivo.

Além disso, investidores e indivíduos buscam proteger o valor de suas reservas monetárias adquirindo ativos de maior segurança, como por exemplo, os indexados ao dólar. Dessa forma, com o aumento da demanda, a taxa de câmbio refletirá um aumento no preço da moeda estrangeira, valorizando-a, em detrimento do valor da moeda nacional. Se, por um lado, isso pode significar maior vantagem para os exportadores, por outro pode prejudicar as empresas que importam matérias-primas e equipamentos para o seu processo produtivo, elevando seu custo.

Com a elevação do câmbio, o combate à inflação também fica prejudicado, por conta do aumento de preço das importações e do direcionamento da produção ao mercado externo, reduzindo a oferta interna. A busca pela taxa de câmbio mais favorável será papel do Banco Central do Brasil, que atuará no sentido de induzir o valor do dólar, mediante a utilização das reservas internacionais, hoje em torno de US$ 370 bilhões. Resta saber se essa atuação será suficiente para superar as expectativas negativas de indivíduos e empresas.

Esse movimento de elevação da moeda internacional mostra, claramente, a influência do elemento político e do fator psicológico na reação da sociedade, e seus reflexos sobre o ambiente econômico.

Portanto, até que os ânimos se acalmem no cenário político, a economia estará sujeita a movimentos de alta e de baixa, navegando ao sabor dos acontecimentos.

Às empresas e investidores cabe monitorar as medidas tomadas pelo governo para debelar a crise de credibilidade e diminuir as incertezas, e acompanhar os indicadores econômicos e a situação política, para decidirem o momento certo de voltar a investir, com riscos mais aceitáveis.

À sociedade de maneira geral cabe promover o consumo responsável, evitando endividamento desnecessário, precavendo-se, assim, de qualquer surpresa negativa no futuro.

A todos, a necessidade de ser dada maior atenção aos aspectos políticos, uma vez que, mesmo que não pareça, interferem sobremaneira no desenvolvimento econômico do país.

Sobre a recente elevação da taxa de câmbio R$/US$



Por Gabriel Mamed
Economista. Professor do curso de Administração da FMP/Fase

Para o desespero dos economistas, por vezes os mesmos são chamados a explicar o imponderável e o não-quantificável. Isso torna qualquer projeção e explicação mais complexa, por envolver elementos sociais, políticos, históricos, psicológicos, entre outros, cuja aplicação em modelos matemáticos e determinísticos é muito difícil, senão impossível, impedindo, assim, que a resposta seja única e perene no longo prazo, até porque, dada a natureza dos fatores envolvidos, tudo pode se modificar substancialmente de uma hora para outra, como se modifica.

O parágrafo acima foi necessário para que se possa responder, aqui, a dúvida de tantas pessoas, alunos ou não, com relação à rápida e crescente trajetória de valorização da moeda norte-americana. Não pretendo expor todos os elementos que afetam a taxa cambial, mas aqueles que têm mais influenciado na alta do dólar em nossa economia.

Inicialmente, pode-se mencionar a queda, desde 2011, na demanda e no preço das commodities¹, decorrente da crise econômica registrada nos principais parceiros comerciais do Brasil, como os EUA, a União Europeia, a Argentina e a China, embora este último país não esteja propriamente em crise, mas apresenta redução em suas taxas de crescimento, o que tem reflexo sobre a demanda. No caso da Argentina é ainda mais grave pois temos, nesse país, o principal mercado para os bens de maior valor agregado aqui produzidos. Assim, como se vende menos e a um preço menor, potencializa-se a redução na entrada de dólares (aumentando seu preço) no Brasil.

Um outro elemento que tem sido determinante para a apreciação da divisa, não apenas frente ao Real, mas também frente às moedas de diversos outros países, é a lenta, mas constante, recuperação norte-americana, que vem ocorrendo desde 2013, o que indica que o Federal Reserve Bank-FED (banco central americano) deverá retirar, ainda mais, os estímulos dados à economia. Dessa forma, uma revisão no sentido de elevação das taxas de juros nos EUA é esperada pelos mercados. Isso tem, como efeito, a busca de contratos indexados à moeda americana e a saída de dólares dos mercados financeiros que oferecem maior retorno, mas também maiores riscos, em direção ao país ianque. Consequentemente, a oferta da moeda norte-americana fica reduzida em diversos países, depreciando suas moedas.

O terceiro fator, e que motivou a introdução deste artigo, diz respeito às incertezas com relação à economia, o que faz com que os investidores procurem refúgio no dólar, elevando sua demanda e, portanto, seu preço. Essas incertezas têm ocorrido em todo o mundo, contudo, em nosso país o quadro político-econômico tem se mostrado extremamente preocupante.

Os escândalos relacionados à corrupção na esfera público-privada, mesmo que investigados e punidos os seus atores, contribuem negativamente para a sensação de aumento do risco institucional. Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, em todas as esferas, e as instituições a eles ligadas, envolvidas e fragilizadas, acabam por gerar insegurança quanto à governabilidade do País e regulamentações de diversas ordens, dentre elas, a econômica.

Aliados à questão acima estão os diversos interesses de grupos políticos, midiáticos e econômicos, pró e contra governo que, motivados pelo poder e pelo dinheiro, muito mais do que pelo bem do País, travam batalhas verbais e judiciárias e, muitas vezes, especulam contra a economia (e o dólar é um dos elementos de especulação), o que faz crescer o ambiente de insegurança.

Esse último fator, portanto, é o mais difícil de ser controlado, uma vez que não depende apenas da manipulação de variáveis mais objetivas à disposição da Ciência Econômica, como taxas de juros ou de câmbio. O ser humano é, justamente, a variável subjetiva do processo e, por isso mesmo, a mais difícil de ser trabalhada. Tudo pode mudar subitamente, dependendo dos interesses que se queira atingir. E isso gera conflitos. Só resta esperar que os agentes envolvidos tenham capacidade suficiente para solucioná-los da melhor forma possível.


¹ Por "commodities" entende-se, geralmente, bens de origem primária e mineral, de grande importância no comércio internacional. Como exemplos, pode-se citar o trigo, milho, soja, minério de ferro, entre outros. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Acessibilidade é tema de pesquisa na FMP/Fase


O tema inclusão social é debatido por vários segmentos da sociedade e inclui a discussão acerca da acessibilidade e da necessidade de se estabelecer políticas e ações sociais que facilitem o acesso de pessoas com deficiência a espaços de educação, lazer, saúde, etc.

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), desde agosto de 2015, abriga um Núcleo de Atividades vinculado a um projeto desenvolvido pela Fiocruz, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com o objetivo de orientar políticas públicas voltadas para esse segmento.

“Essa pesquisa é fundamental, pois apesar da importância crescente do tema relativo às pessoas com deficiência, os estudos, sobretudo quantitativos, ainda são muito incipientes, carecem de indicadores apropriados e poucas pesquisas no Brasil trabalham com o perfil de saúde e assistência das pessoas com funcionalidade reduzida – pessoas com deficiência e idosos”, explica a coordenadora da pesquisa, professora da FMP/Fase e pesquisadora da Fiocruz, Cristina Maria Rabelais Duarte, doutora em Políticas Públicas e mestre em Epidemiologia.

O objetivo da parceria da FMP/Fase com a Fiocruz é estruturar o Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social – NIPPIS, associado ao Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, visando à realização de pesquisa científica e formação de recursos humanos. Participam do núcleo, além de professores da FMP/Fase, pesquisadores como Patricia de Moraes Boccolini, ligada ao projeto da Fiocruz.

No âmbito desse núcleo vêm sendo desenvolvidas atividades ligadas à iniciação científica de estudantes de graduação (PIBIC/Fiocruz) e ao projeto de pesquisa "Aprimoramento da Política Pública para Pessoas com Funcionalidade Reduzida - Pessoas com Deficiência e Idosos", fruto de um acordo de colaboração entre a Fiocruz e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

“Essas informações são cruciais para orientar políticas públicas voltadas para esse segmento, com vistas a promover e ampliar o acesso a todas as modalidades de serviços, tais como: saúde, educação, transporte, trabalho, lazer, entre outros, assim como dar suporte para a vida independente e efetiva inclusão social”, ressalta Miguel Abud Marcelino, professor da FMP/Fase e pesquisador integrante do grupo.

Para garantir o acesso de todos a seu campus, nos últimos anos, a FMP/Fase tem investido na instalação de sinalizações táteis, rampas e elevadores de acesso, espaços reservados no estacionamento e na instalação de softwares em computadores destinados a pessoas com deficiências físicas e sensoriais, entre outras ações.