segunda-feira, 10 de março de 2014

Universitários desenvolvem novo sistema de dados para o CRAM



O número de casos de violência contra a mulher tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Apenas em 2013, o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) de Petrópolis realizou 1.215 atendimentos. Para enfrentar esta situação, as políticas públicas têm ganhado força tanto no cenário nacional, como em Petrópolis. Diante desta situação, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), através do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, procurou o CRAM para desenvolver o trabalho de criação de uma nova ferramenta que facilitasse a coleta das informações e o conhecimento da realidade social das pessoas que são atendidas na unidade.

Segundo a professora responsável pelo projeto, Ana Maria Auler, o formulário utilizado era extremamente longo e a falta de agrupamento por temas dificultava a tabulação. “O formulário utilizado pelo CRAM tinha muitas perguntas, praticamente cinco folhas. As questões se tornavam repetitivas e acabavam por atrapalhar a  tabulação. A revisão do material facilita a organização dos dados e fornece elementos que permitem formular e avaliar a efetividade das políticas desenvolvidas”, afirma.

No ano passado, cinco alunos do segundo período do curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública estiveram envolvidos no projeto que, de acordo com a professora, complementa o aprendizado. “Através desta disciplina, os alunos têm contato direto com a política pública. Essa experiência concreta dos alunos colabora com a formação de cidadãos conscientes sobre os problemas da sociedade”, comenta.

A implantação da nova ferramenta no Centro de Referência em Atendimento à Mulher, segundo a coordenadora do CRAM, Drica Madeira, facilitou o trabalho das profissionais que recebem, todos os dias, novos casos de violência contra a mulher. As fichas de atendimento devem atender algumas necessidades, entre elas, a produção de dados estatísticos para o melhor desenvolvimento das políticas públicas. Com os indicadores é possível avaliar os procedimentos que já são desenvolvidos no CRAM, Assim, fica mais claro compreender o que ainda precisa ser feito para um melhor atendimento à população.
“Essa ficha de atendimento faz parte de uma estrutura de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Ela precisava ser clara, produzir estatísticas, dados para um melhor direcionamento dos esforços públicos. Com essa nova ficha, conseguimos melhorar o atendimento”, ressalta a coordenadora do CRAM.

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Departamento de Comunicação Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis