segunda-feira, 21 de março de 2016

FMP/Fase e UFF realizam Jornada de Doenças Respiratórias de Inverno no Hospital Alcides Carneiro

Com a chegada do outono, vêm também as baixas temperaturas, que contribuem para o surgimento de algumas doenças respiratórias. Por isso, na última sexta-feira(18), foi realizada no Hospital de Ensino Alcides Carneiro,  a 2ª Jornada de Doenças Respiratórias de Inverno, promovida pela disciplina de Pediatria da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) em parceria com o Núcleo de Pneumologia Pediátrico da UFF (Universidade Federal Fluminense). 

O evento teve como objetivo alertar estudantes e profissionais sobre as doenças respiratórias mais incidentes em crianças, nessa época do ano. Os temas abordados foram: Pneumonia Atípica (doença pulmonar causada por germes específicos), Bronquiolite (acúmulo de muco nos brônquios do pulmão), Cardiopatia (anomalia no coração presente antes do nascimento) e Prematuridade e Pulmão (malformação do pulmão em bebês).  

“No período do outono e inverno, os quadros mais frequentes que levam à internação hospitalar são as doenças respiratórias, entre elas temos as alergias respiratórias, bronquiolite e pneumonia, sendo que a faixa etária mais suscetível é a dos lactentes. A prevenção destes quadros se faz através do acompanhamento pediátrico, seguimento adequado do calendário vacinal, identificação precoce dos desvios nutricionais e condições ambientais adequadas, entre outras ações”, explica o pediatra Álvaro José Veiga, professor da FMP/Fase e um dos organizadores do evento.

Na ocasião, médicos residentes das duas instituições, supervisionados por seus professores, tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências, através de exemplos vivenciados por eles no dia a dia da profissão. A residente do programa de Pediatria da FMP/Fase, Mariana Silva, apresentou o caso de uma paciente pediátrica, atendida em maio de 2015, com Síndrome de Marfan – doença caracterizada por estatura elevada, braços e mãos alongados e deformidade torácica.

“Essa síndrome acontece por uma deficiência da fibrilina, principal proteína componente do tecido conjuntivo que vai levar a uma alteração no parênquima pulmonar (setor de troca de gases do aparelho respiratório), assim formando um enfisema bolhoso (formação de grandes bolhas de ar nos pulmões que bloqueiam a respiração) e a ruptura desse efisema é etiologia do pneumotórax (acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana (pleura) que reveste internamente a parede do tórax)”, aponta a residente. 


Como no outono e no inverno a incidência de doenças respiratórias aumenta, a professora da UFF e especialista em cardiologia pediátrica, Ana Flávia Torbey, salienta a importância de cuidados com crianças cardiopatas. “A incidência de infecção respiratória aumenta muito nesse período e os pacientes cardiopatas são mais sensíveis a infecções. Estas podem se tornar mais graves nas crianças, que precisarão de cuidados especiais, pois elas têm maior risco de necessidade de internação e também têm maior chance de mortalidade, quando a infecção não é tratada adequadamente, o que pode gerar ou agravar um quadro de insuficiência cardíaca”, alerta a médica. 



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