quinta-feira, 6 de julho de 2017

FMP/Fase promove projeto de extensão universitária no Vale do Carangola


Com o objetivo de garantir melhorias na qualidade de vida dos moradores do Vale do Carangola, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) deu início, no ano passado, ao projeto de extensão universitária voltado para realizar ações de intervenção a partir das demandas identificadas na própria comunidade como essenciais. Na última terça-feira (04), alunos e professores da FMP/Fase realizaram o primeiro seminário com organizações atuantes na região para apresentarem e debaterem as ideias de intervenção. 

O projeto de extensão tem como parceiros no seu desenvolvimento, a Escola Municipal Lucia de Almeida Braga, a Unidade de Saúde da Família, o Centro de Referência em Assistência Social e a ONG Núcleo de Alfabetização Ecológica. “Esse projeto é muito interessante, pois vem de encontro às necessidades reais da comunidade. Motivar as crianças na busca pelo conhecimento de forma lúdica desperta o interesse delas para se tornarem agentes transformadores dentro da própria família, promovendo um efeito ainda maior de mudança”, destaca Fátima Lavrador, diretora da Escola Municipal Lucia de Almeida Braga.  

O projeto conta com a participação de dois professores e 43 alunos dos cursos de Medicina, Nutrição e Administração, que trabalham divididos em nove grupos. “Nosso grupo vai atuar diretamente no cuidado com a saúde da criança, focado na importância da higiene. Um dos pontos abordados como problema pela comunidade é a questão do alto índice de ocorrência de casos de piolho, então nossa intervenção ficará focada no sentido de colaborar para que este não seja mais um problema”, destaca Laila Garcia, aluna do 4º ano de Medicina e integrante da Liga de Pediatria da FMP/Fase.

O projeto foi dividido em duas etapas. Na primeira fase exploratória, cada grupo teve como objetivo traçar um perfil do local, com suas percepções e informações coletadas durante o diálogo com moradores e profissionais que atuam nas unidades parceiras. Com base no perfil traçado, a segunda etapa teve início no seminário e segue com a proposta de negociar, aplicar e planejar as intervenções que foram identificadas como necessárias na localidade.

“Independente da área de atuação da faculdade, a sua função é a de ser um agente transformador na sociedade. Agregar valores e propiciar a melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem na comunidade é o papel da extensão universitária. Nesse sentido, a Extensão da FMP/Fase é o mecanismo pelo qual se estabelece a inter-relação da faculdade com os outros setores da sociedade, marcada pelo diálogo e troca de saberes, substituindo o discurso de hegemonia da academia pela interação e articulação com movimentos, organizações da sociedade e segmentos sociais, e construção coletiva de conhecimento, que contribua para a superação da desigualdade e da exclusão social, para construção de uma sociedade mais justa, ética e democrática”, explica Ricardo Tammela, coordenador de Projetos e Extensão da FMP/Fase.

Aproximadamente 2.900 pessoas, sendo cerca de 960 famílias, vivem no local e serão beneficiadas diretamente com o desenvolvimento das atividades propostas pelo projeto de extensão. “Percebemos muitos casos em que as crianças entendem que brigar é a solução para resolver os problemas. Então, como elas também carecem de uma alimentação mais equilibrada e rica em nutrientes, nossa sugestão de intervenção é a criação de uma horta na escola. O plantio vai promover o trabalho em equipe e estimular a continuidade do esforço para cuidar da plantação, até a colheita. Dessa forma, vão entender que se trabalharem juntas vão colher bons frutos para todos”, salienta Daniele Albernaz, aluna do 4º período de Nutrição da Fase.
 
Além dos requisitos legais do Ministério da Educação – Educação para os Direitos Humanos e Educação Ambiental –, o projeto também conta com orientação política de alguns objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), como acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; entre outros.

 
“Estou muito orgulhosa das propostas de intervenção apresentadas pelos grupos. Esse projeto vai gerar muitos frutos para a comunidade do Vale do Carangola que tanto carece de atenção. Minha expectativa é de que possamos colher ótimos resultados desenvolvendo o projeto por muitos anos. Essa experiência também beneficia os alunos, uma vez que saem da caixinha e não terão apenas uma formação básica teórica, mas uma formação social, o que vai transformá-los em melhores profissionais para atuar no mercado de trabalho”, finaliza Nathália Balthazar, professora de Atividade Integradora da FMP/Fase. 
 


  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Departamento de Comunicação Faculdade Arthur Sá Earp Neto e Faculdade de Medicina de Petrópolis