quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Alcides Carneiro e o Interesse Público

O ALCIDES CARNEIRO E O INTERESSE PÚBLICO
Gastão Reis

Nas eleições de 2008 para prefeito e vereadores, eu me lembro bem do entusiasmo de partidos e de políticos quando surgiu a notícia de que a Câmara Municipal de Petrópolis poderia ter o número de vereadores ampliado de 15 para 19 ou mesmo 21. Na mesma época, uma pesquisa levada adiante por um jornal local via internet apresentava um quadro diametralmente oposto: uma amostra representativa dos eleitores petropolitanos deixava claro que cerca de 80% dos pesquisados eram contra essa ampliação das cadeiras de vereança e uma percentagem significativa achava mesmo que deveria diminuir. Esse racha entre a população e seus representantes era, é e será sempre preocupante quando acontece. No plano federal, a lei da Ficha Limpa, nascida fora do Congresso por iniciativa popular, é um outro exemplo dessa falta de sintonia fina entre a Nação e aqueles que a representam. Em especial, quando temos em mente que não havia clima no Congresso para que ela fosse adiante naquela casa. Representantes devem ser fiéis, espera-se, aos anseios de seus representados.
Este intróito nos alerta para o que está acontecendo com o Hospital Alcides Carneiro - HAC. Eu já tive a oportunidade de assistir a três apresentações sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo SEHAC – Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro. O SEHAC, criado por lei aprovada pela Câmara Municipal de Petrópolis e mantenedor do HAC, é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos e com fins sociais, ligada ao setor público, porém não-estatal. Seu Conselho Deliberativo é formado por pessoas de moral ilibada, cujo histórico de vida se mantém fiel à defesa dos interesses maiores da comunidade petropolitana.
Tive, portanto, a oportunidade de acompanhar de perto a revolução que vem sendo feita no HAC em benefício de nossa população. O primeiro passo foi estabelecer um processo de gestão profissional com o estabelecimento de metas a serem atingidas, determinadas pelo poder público municipal através da Secretaria de Saúde, com concomitante definição de indicadores de acom-panhamento de desempenho do que se pretende atingir. Cuidados foram tomados para evitar que o modelo de gestão fosse questionado. Um dos membros do Conselho Deliberativo do SEHAC, jurista de reconhecido saber, deu sua contribuição para montar uma blindagem institucional que respeitasse criteriosamente a legislação existente e, ao mesmo tempo, abrisse espaço para que o HAC pudesse ser gerido em novas bases. Aquelas capazes de efetivamente atender às necessidades dos munícipes sem os problemas recorrentes denunciados antes, com freqüência, pela imprensa local.
Implantado o SEHAC, teve início o processo de detecção de desperdícios e de retreinamento e expansão das equipes de atendimento nos moldes de uma nova cultura de eficiência e eficácia, ou seja, de fazer certo a coisa certa na clarividente definição de Peter Drucker, o guru dos gurus em matéria de gestão cinco estrelas.
Dentre muitos itens de desperdícios cortados, merece registro um deles, que proporcionou uma economia anual de R$ 480 mil em combustível utilizado pela caldeira do hospital. Outros benefícios como a criação de 450 novos empregos geradores de salários também são significativos. O fato de ter sido credenciado como hospital de ensino permitiu que o aporte anual do Ministério da Saúde saltasse de 6,4 para 21,4 milhões de reais. A própria prefeitura, que antes arcava com um custo anual de manutenção de quase R$ 24 milhões, hoje contribui com cerca de R$ 14 milhões. Importante ressaltar que os atuais atrasos nesses repasses seriam muito maiores se o valor do aporte fosse o anterior. As melhorias substanciais na clínica médica, na ginecologia, na maternidade, na UTI e na UTI neonatal, tudo isso com prestação de contas regulares, compõem um quadro em que a grande beneficiária é a população da cidade. Mais ainda: a FASE – Faculdade de Medicina já dá sua contribuição ao município pelo uso do hospital ao destinar recursos mensais ao pagamento de médicos, enfermeiros e professores que trabalham no HAC, além de ter investido na modernização da gestão e da infraestrutura do Hospital, só nos últimos dois anos, mais de R$ 4.000.000,00 em obras e equipamentos.
Merecem registro à parte, pela relevância, quatro outros fatores. O primeiro é o grau de satisfação de 85,7% dos usuários dos serviços de saúde do HAC. Cerca de nove em cada dez! O segundo foi a decisão, por unanimidade, do Conselho Municipal de Saúde, com ampla representação da população, de apoiar e reconhecer as mudanças positivas implementadas pelo SEHAC. O terceiro é que o poder executivo municipal atual e o anterior compartilham da avaliação de que o SEHAC foi um avanço considerável na saúde municipal. O quarto é a posição de apoio ao SEHAC dos próprios funcionários do HAC.
Diante de tais fatos, repito, fatos, é difícil entender o posicionamento do Ministério Público e da CPIM – Comissão Parlamentar de Inquérito Municipal de propor o retorno da administração do hospital para a prefeitura. Em especial, quando todos sabemos que ela não tem condições financeiras para assumir esse encargo. O risco de se retornar ao lamentável quadro anterior de desperdícios e mau atendimento no HAC nos conduz à questão maior: onde fica o interesse público na saúde de Petrópolis? Foi esquecido?


*Gastão Reis é empresário petropolitano e economista.
**Texto publicado no Diário de Petrópolis 23/11/2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Curso de combate a hanseníase na cidade

A Secretaria de Saúde, por meio da Coordenação do Programa de Hanseníase, realizou pelo segundo ano consecutivo, o curso de combate e prevenção da hanseníase. As aulas foram ministradas no Centro Cultural da FASE e direcionadas a profissionais da Atenção Básica de toda a Região Serrana.
O trabalho realizado pela Coordenação de Hanseníase inclui ainda a distribuição de medicamentos gratuitamente, levando-os para o
Posto de Saúde mais próximo do endereço do paciente infectado para facilitar seu tratamento. Após este primeiro passo, são convocadas
as pessoas que moram na mesma casa (que são denominados comunicantes), para passarem por avaliação médica, uma vez que também
podem estar infectados, já que o contágio se dá de forma intradomiciliar.
O município de Petrópolis tem mantido uma série histórica de controle da endemia, com menos de um paciente por 10.000 habitantes, com taxa zero de abandono de tratamento.
A estratégia do Programa de Hanseníase tem se baseado nas ações do GT/Hansen/Conasems: capacitação de recursos humanos para suspeição diagnóstica; capacitação dos profissionais da área de saúde para promover o diagnóstico e tratamento precoce, visando a cura sem sequelas; e educação da comunidade objetivando a diminuição do estigma e da discriminação do paciente e familiares.
Em 2010, além de contemplar os objetivos anteriores, mantendo a capacitação das equipes de saúde, foram redobrados os esforços para uma adequada vigilância dos comunicantes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FASE/FMP firma parceria com a FIOCRUZ


Após alguns meses a Faculdade Arthur Sá Earp Neto firmou o convênio com a FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz – para desenvolvimento de pesquisa científica na área da imunologia. O extrato do convênio foi publicado no Diário Oficial no dia 16 de novembro.
Esse convênio compreende a instalação de um laboratório de pesquisa da própria FIOCRUZ na FMP, no espaço antes utilizado pelo Laboratório de Biofísica, especialmente cedido para esse fim.
O Pesquisador responsável é o Prof. Dr. José Mengel, e a finalidade do Laboratório de Imunologia é o desenvolvimento de pesquisa científica e formação de recursos humanos na área de doenças crônico-degenerativas, com ênfase em doenças auto-imunes e alérgicas e suas interfaces com infecções parasitárias e virais.
Este Laboratório permitirá a articulação entre docentes da FMP/FASE e pesquisadores da FIOCRUZ, tanto na realização de pesquisa como no ensino, e abrirá para os nossos alunos a possibilidade de participar de programa de iniciação científica.
O novo projeto ficará integrado à Coordenação de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, coordenada pelo Prof. João Miranda, instância responsável pelo desenvolvimento desse projeto institucional.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Residência Médica FMP 2011

Estão abertas as inscrições para o concurso de Residência Médica para 2011 na Faculdade de Medicina de Petrópolis. As vagas são para as especialidades de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Neonatologia, Obstetrícia e Ginecologia e Pediatria.
Podem se inscrever médicos e estudantes de medicina que tenham concluído do curso este ano, ou com previsão para até 31 de janeiro de 2011. As inscrições podem ser feitas na FMP-Fase, que fica na Avenida Barão do Rio Branco nº 1003, Centro, até o dia 30 de novembro, ou pelo site www.fmpfase.edu.br. Neste caso o envio dos documentos deverá ser enviada via sedex.
A Residência Médica é um curso de pós-graduação Lato Sensu e a duração pode variar de um a três anos, dependendo da especialidade escolhida. O treinamento dos profissionais é feito na própria Faculdade e nos hospitais conveniados com a Fundação Municipal de Saúde de Petrópolis.

Campanha de Brinquedos


Este ano a FASE participa da Campanha de Doação de Brinquedos " Natal de Luz 2010", promovido pela Fundação de Cultura e Turismo e parceiro do Município.

Participe, faça sua doação na caixa situada no Hall principal da FASE ou compre um vale presente com alunos do 6º período de nutrição.