sexta-feira, 22 de março de 2019

FMP/Fase promove Encontro de Saúde Espiritual

Com o objetivo de evidenciar a correlação sobre a co-evolução planta/humanidade, os cuidados bioéticos e a legislação vigente perante o acesso ao conhecimento tradicional e étnico, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) vai promover o seu 1º Encontro de Saúde Espiritual. O evento, que ocorre no próximo dia 30 de março, também irá abordar fito-imunomodulação, bioética da clínica interétnica e intercultural, e diálogo inter-religioso.

O encontro, gratuito, terá início às 9h e seguirá com rica programação até às 14h, no Auditório do Prédio Anexo, no campus da faculdade. O evento é promovido pelo projeto Café Filosófico Quântico, que existe há 11 anos na FMP/Fase, e tem como coordenadora a professora Marcia Cristina Braga Nunes Varricchio.


Palestras sobre “Direito dos Refugiados no Brasil: O que os profissionais de Saúde precisam conhecer? ”; “Resiliência, diálogo inter-religioso, cultura de paz e Saúde Espiritual”; “Contribuição da Homeopatia e da Fitoterapia aos refugiados e vítimas de impactos ambientais (Abordagem do Estado Cancerínico) ”, entre outros temas, serão ministradas no evento.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (24) 2244-6480.

Fase inaugura exposição sobre o empoderamento feminino

“Você não precisa se esconder” é o tema da nova exposição do Centro Cultural da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase). A frase alerta o público feminino para questões que muitas vezes são difíceis de abordar, seja por ter sofrido assédio ou agressões física, verbal e até psicológica, ou mesmo por não ter forças para enfrentar o julgamento de pessoas próximas, em algumas situações, até da própria família.

Reconhecer que é vítima de uma violência ou mesmo uma agressão vedada é difícil, pois na maioria dos casos, essas são cometidas por pessoas tão próximas, como em um relacionamento abusivo, onde a mulher não consegue se dar conta da violência a qual é submetida. Refletindo sobre essas questões, a jovem artista plástica Helena Morani, de 23 anos, aborda essas situações rotineiras de forma simples e muito sutil em cada obra que compõe a exposição.   

“É preciso mostrar a todos que as mulheres merecem respeito e espaço na sociedade. Não podemos aceitar passar por tantas situações de constrangimento e nos calar. Usei cores leves na montagem de cada arte para aproximar as mulheres e gerar um momento de reflexão, de aceitação e, claro, de conscientização sobre a importância de denunciar os maus tratos sofridos. É hora de dar um basta na violência contra a mulher”, ressalta a artista plástica, Helena Morani.

Em cada painel, Helena traz uma realidade do universo feminino. A aceitação do próprio corpo, com suas estrias, celulites e gordurinhas extras, diferente do que é imposto como padrão de beleza, o comprimento dos cabelos, arames que representam a mulher que sofreu agressões físicas, psicológicas e até mesmo o feminicídio, dentre outras situações, fazem com que o visitante possa ter um encontro mais próximo com essas realidades.

“Nossa intenção é que toda mulher, independente da classe social, da raça e da idade possa se ver como integrante dessa exposição e se sentir acolhida. Temos que nos aceitar do jeito que somos e entender que cada uma tem a sua beleza. A perfeição de mulher como vista no Photoshop não deve ser idealizada por nós, porque isso nos expõe a um sofrimento terrível, uma cobrança injusta. Somos bonitas, somos fortes e somos mulheres. Não precisamos nos esconder, precisamos estar unidas e mudar essa realidade de violência que vivenciamos”, frisa Helena Morani.

A artista criou uma obra que chama atenção especial de quem circula pelos corredores. Um painel montado com os nomes de diversas mulheres que sofreram algum tipo de agressão e violência só é possível ser identificado quando o visitante está de frente para um espelho. Ao se ver no espelho, a pessoa consegue ler os nomes no painel e entender que essas vítimas não estão distantes. Na verdade, essa é uma realidade cada vez mais próxima do nosso dia a dia. Além disso, uma caixa fica à disposição para que sejam colocados recados com sugestões sobre temas ou situações que mulheres vivenciaram, tudo de forma anônima, para que sejam realizadas mesas de debate sobre os assuntos no Centro Cultural da Fase.

“Queremos evidenciar ainda mais o nosso posicionamento em relação ao trabalho que desenvolvemos internamente na FMP/Fase sobre o empoderamento feminino. A primeira condição para que as pessoas rompam com esse ciclo de violência em que estão inseridas é o empoderamento. Essas violências vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos. Desde o ano passado, desenvolvemos esse trabalho de conscientização através de uma campanha interna em relação à violência contra a mulher. Essa exposição nos permite uma reflexão que atinge a todos, principalmente aos jovens. Helena trabalha com elementos muito particulares para abordar essas questões, com linguagem única, de um processo criativo ímpar”, destaca Ricardo Tammela, coordenador de Projetos e Extensão da FMP/Fase.

A exposição, inaugurada no dia 14 de março, exatamente na data em que marcou um ano do falecimento da ativista política Marielle Franco, também traz um painel simbolizando o luto em homenagem à vereadora. A mostra ficará disponível até o dia 28 de junho. A visitação, gratuita, pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 16h.



A artista plástica, Helena Morani.



Mulheres do Vale


A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) recebeu a visita de 30 mulheres atendidas pela Unidade de Saúde da Família do Vale do Carangola, na qual a instituição mantém projetos de extensão. O grupo pôde conferir a mostra "Você não precisa se esconder", que trata do empoderamento feminino, e ainda participou de um bate-papo sobre o assunto com alunos, professores e profissionais atuantes no posto, no Núcleo de Apoio à Saúde da família e da Academia da Saúde.






                          


quinta-feira, 14 de março de 2019

Novos alunos de Medicina iniciam ano letivo com atividades de acolhimento

Os novos alunos da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase) deram início ao ano letivo esta semana. Durante a cerimônia de recepção aos estudantes vindos de diferentes estados, dentre eles, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Santa Catarina e Tocantins, a direção ressaltou a trajetória de formação de excelência da faculdade no município e toda a riqueza histórica e cultural que a Cidade Imperial oferece.

“Eu espero fazer muitos amigos aqui, porque quando eu estive em Belo Horizonte não consegui fazer muitas amizades. Cheguei no segundo semestre e as pessoas não foram tão acolhedoras quanto estão sendo aqui. Eu passei sete meses num colégio muito bom, mas a recepção da FMP, logo no primeiro dia, já me encantou de uma forma diferente”, conta o novo estudante de Medicina, João Victor Kengen, morador de Macaé.

Os alunos realizaram diversas atividades no campus da faculdade, que consistiram em oficina de acessibilidade, com a professora Clévia Sies, que além de coordenar a pós em Psicologia do Esporte, também leciona as disciplinas de Libras, Estudos sobre Deficiências, Psicologia do Esporte e Psicologia do Desenvolvimento, para os cursos de graduação da FMP/Fase.



“A minha expectativa é, além de ter uma formação de excelência, como a gente já sabe que a faculdade é reconhecida pelo MEC com nota máxima, de ter essa formação multipolarizada. Esse foco na questão social, não só na tradicional de conhecimento científico, mas também de relacionamento, engajamento em políticas públicas e sociais. Eu acho que esse é um diferencial incrível da faculdade, porque eu já recebi feedback de outros alunos, até de pessoas que se formaram aqui, e isso tudo contribuiu para que eu escolhesse a instituição”, explica a aluna Anna Carolina de Souza, moradora de Petrópolis.

Os novos acadêmicos também fizeram um tour pelo campus universitário e tiveram um encontro com as representações estudantis, seguido de bate-papo sobre a vida universitária e saúde mental. Esse ano, duas irmãs gêmeas ingressaram no curso de Medicina. Vindas do Rio de Janeiro, Flávia e Eduarda Loureiro, de 19 anos, estão animadas com o início das aulas e declararam: “Escolhemos a FMP por termos algumas amigas que fazem o curso aqui e sempre falam que a estrutura oferecida é muito boa. As pessoas estão sendo muito acolhedoras”.



No encontro com os estudantes, a direção da FMP/Fase ressaltou a proibição do trote e citou o documento desenvolvido pela comunidade acadêmica que apresenta a resolução aprovada pelo CONSUP, em 2017, (Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão) da FMP/Fase que regulamenta sanções mais rígidas, tipificando o trote. O documento apresenta sanções de punição não apenas para os veteranos, mas também para os ingressantes que participarem do trote e para os professores e colaboradores da faculdade que forem coniventes com essa forma de recepção aos alunos. Além disso, o diretor da instituição de ensino também abordou a trajetória da FMP até ser instalada no atual campus, para que os alunos pudessem conhecer um pouco mais sobre a família na qual estão ingressando, a Faculdade de Medicina de Petrópolis/Fase.



“A FMP começou de uma forma muito modesta na Estrada da Saudade. No sentido físico, porque já tinha um corpo docente fabuloso e vem melhorando a cada dia que passa. Mesmo com toda a adversidade que está acontecendo no município, no estado e na federação, a FMP continua melhorando a cada dia. E isso é muito importante para os alunos, que vão precisar se formar em uma faculdade boa, conceituada, pois irão levar essa sigla ‘FMP’ até o último dia da vida profissional deles”, finaliza Paulo Cesar Guimarães, diretor da FMP.

À tarde, os alunos de Nutrição fizeram uma avaliação dos ingressantes, com relação a hábitos alimentares e prática de esportes, seguida de pesagem e medição da altura e circunferência abdominal. Na quadra poliesportiva, inaugurada recentemente na FMP/Fase, os alunos da Associação Atlética de Medicina realizaram diversos jogos de integração com os ingressantes.






Farmacobotânica, Fitoterápicos e Imunomodulação


A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) está com inscrições abertas para o novo curso de extensão em Farmacobotânica, Fitoterápicos e Imunomodulação. O objetivo do curso é evidenciar os efeitos dos fito-adaptógenos para a imunomodulação inespecífica e a importância da biotecnologia para a pesquisa de produtos fitoterápicos em imunomodulação, a partir do conhecimento de etnobotânica, etnofarmacologia, etnomedicina e a correlação com o conhecimento tradicional e o conhecimento tradicional associado. As aulas estão previstas para os dias 06, 13 e 27 de abril de 2019 (sábados), das 14h às 18h. Outras informações estão disponíveis no site: www.fmpfase.edu.br.