terça-feira, 21 de maio de 2019

A era da inteligência artificial e os exames de imagem


Desde a realização da primeira radiografia, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen, os exames de imagem avançaram e revolucionaram tanto o diagnóstico como o acompanhamento terapêutico de diversas doenças, auxiliando na detecção, no estadiamento, na monitoração e na terapêutica, fazendo com que a especialidade em Radiologia tenha um papel cada vez mais relevante na Medicina, à medida que a população envelhece e apresenta mais comorbidades e convive durante anos com diversas doenças que antes tinham um prognóstico reservado.

Seria inimaginável para os residentes em Radiologia da década de 70, atualmente nossos professores, que em trinta anos os exames e procedimentos que eram o dia a dia da especialidade seriam praticamente abolidos e que as principais atividades de diagnóstico por imagem seriam realizadas em aparelhos completamente digitais, com uma qualidade de imagem infinitamente melhor, quase que anatômica, como os tomógrafos multi-slice e as ressonâncias magnéticas de alto campo.

Com a revolução tecnológica que vivenciamos e a ascensão, por vezes assustadora, da inteligência artificial (IA), não há dúvidas que a especialidade novamente mudará. Assim como mudou desde a realização da primeira radiografia, do advento da computação e do desenvolvimento da internet.

Os médicos radiologistas e os tecnólogos em Radiologia não são e nem serão os únicos profissionais que terão que se readaptar a essa nova realidade. Não há fundamento em pensar que os avanços tecnológicos deveriam ser retardados para evitar, por exemplo, a perda do emprego de um operador de caixa com a criação dos caixas eletrônicos. Ou então, evitar o avanço das análises automáticas de exames laboratoriais, já que há muito tempo deixou-se de existir a necessidade de um profissional para a contagem de hemácias.

Os principais fatos que contribuíram para esses avanços foram a abundância de dados, o desenvolvimento de redes neurais artificiais e o barateamento do hardware. Na área da imagem, os avanços da IA permitiram, por exemplo, que um drone fosse capaz de reconhecer imediatamente a imagem de alvos, sem tempo hábil para o processamento por um humano. Outro exemplo do avanço, agora na área médica, foi o desenvolvimento de software para celulares que diferenciava melanomas de outras lesões semelhantes, com maior acurácia que os dermatologistas participantes do estudo.

Frente a toda essa complexidade, não há dúvida que a implementação dessas novas tecnologias e a inteligência artificial abrigarão um novo campo de trabalho para os médicos e tecnólogos, que ao mesmo tempo terão que se readaptar. Mais do que nunca, os tecnólogos e técnicos deverão se especializar e não mais serem meros operadores manuais de máquinas de RX, tomografia, ressonância ou de outros métodos de imagem. Deverão trabalhar em conjunto com engenheiros e desenvolvedores de sistema para elaborar e aprimorar novos softwares e assim consultar e recuperar dados e informações, produzindo imagens mais fidedignas e alcançando uma medicina diagnóstica de melhor qualidade. 
 
André Kinder
Médico radiologista, coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da FMP/Fase.

Complexo de Édipo


A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) está com inscrições abertas para o novo curso de Extensão “O Complexo de Édipo: o lugar das neuroses”. As aulas serão realizadas de 28 de junho a 26 de julho de 2019 (sextas-feiras), das 18h às 21h. As inscrições, que devem ser realizadas até o dia 25 de junho, e outras informações estão disponíveis no site: www.fmpfase.edu.br.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Precisamos refletir sobre Chikungunya

A Febre de Chikungunya é uma arbovirose veiculada pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os sintomas são muito desagradáveis, com febre e fortes dores no corpo que demoram muito tempo para passar por completo, até meses. Não existe vacina e nem medicamento para prevenir a doença e a única forma de evitá-la é reduzindo a população dos mosquitos transmissores, ou a superfície de contato do corpo com o mosquito. 

Tal como a Dengue, a Febre Chikungunya se tornou um problema de saúde pública, comprometendo a força de trabalho de quem a contrai de modo prolongado e gerando sérios transtornos para as pessoas e suas famílias. Todos estão vulneráveis. 

Para se ter uma ideia, a prefeitura do Rio de Janeiro registrou um aumento de mais de 80% no número de casos de Chikungunya entre 2018 e 2019, tendo como base os quatro primeiros meses de cada ano. Em 2018, a cidade do Rio registrou 3.413 casos da doença, até o final de abril. Nesse ano, já foram contabilizados 6.188. No Estado, são 16 mil casos e duas mortes. A situação em Petrópolis também está se agravando. Os dados divulgados pela prefeitura revelam que a cidade registrou 240 novos casos apenas de janeiro até abril deste ano. Nesse mesmo período em 2018, apenas 9 casos foram detectados. 

No entanto, por um longo período, pregou-se que o controle da população de mosquitos através do popular fumacê resolveria a questão, assim como o controle dos criadouros de mosquito (água parada em vasos, piscinas, lixo abandonado como latas, garrafas, pneus, dentre outros). Fato é que essa política não resultou em grandes efeitos: por um lado, a pulverização do fumacê compromete a população de aves e outros insetos, essenciais dentro da cadeia ecológica, assim como causa danos a pessoas com sensibilidade respiratória e alergias; por outro lado, a vida urbana com aglomerados populacionais e infraestrutura insuficiente, e o acúmulo de lixo nas ruas promove a existência de criadouros após as chuvas, de impossível controle. 

Enquanto não se descobre um meio para se evitar a doença através de vacina, o jeito é educar a população no controle do mosquito, incluindo-a na responsabilidade no combate aos criadouros durante todo o ano e não só no período de chuvas, assim como orientando-a para o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo em regiões com alta demografia de mosquitos, além de fornecer repelentes à população. 

Nas comunidades, o trabalho de orientação dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Endemias é crucial, pois eles compreendem melhor a dinâmica da população no território e sua cultura, acessando mais rápido a sensibilização da população a respeito do problema. O controle dos ecossistemas próximos às comunidades pressupõe o não desmatamento e a preservação ambiental, fatores imprescindíveis para o controle natural da população de mosquitos mediante a preservação de seus predadores. Assim como a fiscalização dos ambientes potenciais de criação de mosquito que devem ser combatidos e evitados. Os Agentes são importantes nesse elo de combate às arboviroses que têm afetado cada vez mais intensamente a população e sua qualidade de vida. 

A ciência pesquisa diversas formas de controlar a população de mosquitos interferindo no seu processo reprodutivo, intensificando o processo competitivo com outras espécies, dentre outras tecnologias, mas a escala ainda é pequena frente aos danos já instalados.

Paulo K. de Sá
Coordenador do curso de Medicina da FMP/Fase.

Fase oferece curso de extensão em Psicomotricidade e Atividades Inclusivas

Com o objetivo de apresentar os conceitos e aplicação das estruturas psicomotoras que tratam do esquema e imagem corporal, lateralidade, orientação espacial e temporal, assim como as dificuldades encontradas pela criança quando há alterações em uma dessas áreas, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) está com inscrições abertas para a segunda turma do curso de extensão em Psicomotricidade e Atividades Inclusivas.

O curso é direcionado aos profissionais e graduandos a partir do 5º período das áreas da saúde e educação, além de acadêmicos de Psicologia, a partir do 3º período. As aulas serão realizadas no campus da FMP/Fase, nos dias 03, 10, 17 e 24 de junho e 01 de julho de 2019 (segundas-feiras), das 18h às 22h.

“A psicomotricidade é uma ciência transdisciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistêmicas entre o psiquismo e a motricidade. É um campo de estudo que se entrelaça com os conhecimentos adquiridos nas áreas da psicologia, educação, biologia, psicanálise, sociologia, linguística, entre outras. Através das vivências práticas e inclusivas, o curso pretende produzir conhecimento para sua aplicação tanto na clínica quanto na escola. Trabalhamos com o elo entre a psicomotricidade e as práticas inclusivas de forma a potencializar todos os sujeitos envolvidos no processo da inclusão”, explica a coordenadora do curso de extensão da FMP/Fase, Marcia Barçante Ladvocat, doutora e mestre em Educação Física, especialista em Educação Psicomotora.

As inscrições, que devem ser realizadas até o dia 30 de maio, outras informações e a programação completa estão disponíveis no site: www.fmpfase.edu.br.

FMP/Fase oferece novo curso de pós-graduação em Dermatologia

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) está com inscrições abertas para o novo curso de pós-graduação em Dermatologia, que terá início em junho deste ano. As aulas ocorrerão no Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro, que é credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD para o ensino e a pesquisa na área.

O curso permitirá ao médico obter conhecimentos e habilidades necessários ao exercício da especialidade, preparando-o para o concurso de obtenção do título de especialista pela SBD, bem como para os desafios do mercado de trabalho atual. As aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, com carga horária de 5.940 horas e duração de 36 meses.

“Os profissionais que participarem do curso serão preparados para serem capazes de diagnosticar e tratar as doenças da pele, cabelos, unhas e mucosas visíveis, e também das subáreas da Dermatologia: Dermatologia pediátrica, Dermatologia sanitária (Hanseníase, DST), Imunossupressores e Imunobiológicos. Nosso objetivo é preparar o aluno para obtenção do título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia/Associação Médica Brasileira”, destaca a coordenadora da Pós-Graduação em Dermatologia da FMP/Fase, Leninha Valério do Nascimento, Phd em Dermatologia.

O curso abrange conhecimentos referentes às áreas fundamentais de formação do especialista, incluindo também a dermatologia geral, dermatocirurgia, dermatopatologia, fototerapia, oncodermatologia, cosmiatria, dermatoscopia, e ambulatório de doenças dos cabelos e unhas.

Durante o curso serão realizados atendimentos supervisionados nos ambulatórios das subespecialidades e na enfermaria de dermatologia e clínica médica, tudo isso apoiado por um programa de aulas teóricas e práticas cuidadosamente desenvolvido por profissionais de grande experiência na área do ensino dermatológico nacional. Outras informações sobre a pós-graduação e as inscrições estão disponíveis no site: www.fmpfase.edu.br.