quinta-feira, 16 de julho de 2009

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Incidência de meningite é maior no inverno

Evitar ambientes fechados e se vacinar são as melhores formas de prevenção contra a doençaFicar resfriado é comum nesta época do ano, mas o inverno pode causar danos bem maiores do que uma simples gripe. Entre os dias 23 de maio e 27 de junho/2009, 12 pessoas morreram vítimas de meningite na Bahia. Já são 62 mortes por meningite, com 535 casos confirmados, em 2009. Só a meningite menincogócica, a forma mais grave da doença, matou 22 pessoas em 30 municípios do estado. Os dados alertam para os perigos da doença, que pode infectar tanto crianças como adultos.A meningite é um processo inflamatório e infeccioso que atinge as meninges – membranas cerebrais que revestem o sistema nervoso central – e que pode levar a vítima ao estado de coma e até à morte. Ela pode ser causada principalmente por vírus ou por algumas espécies de bactérias, que entram no organismo por meio das vias respiratórias. Por este motivo, a doença é mais comum no inverno, época do ano em que as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados, favoráveis à transmissão dos agentes biológicos. Existem vacinas específicas que preparam o sistema imunológico para combater esses agentes, mas as principais delas não são públicas. O pediatra e infectologista Paulo César Guimarães, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis e membro do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta para a importância do investimento em vacinação: “Adultos também podem se prevenir, mas não há muitas opções de vacinas para eles. O ideal é que o governo estimule os pais a vacinar seus filhos contra a meningite desde cedo”. Crianças de até 2 anos de idade estão mais suscetíveis a contrair meningite porque não desenvolveram ainda imunidade aos agentes que provocam a doença. No entanto, adultos que não se vacinaram na infância e trabalham em lugares com pouca ventilação, por exemplo, ou que sofrem de doenças respiratórias, também estão vulneráveis. Rigidez da nuca, febre, dores de cabeça são alguns dos sintomas. Os recém-nascidos apresentam perda da capacidade de sucção e moleira abaulada, ou seja, um pouco levantada. O pediatra e infectologista ainda ressalta que a população não precisa ficar preocupada com o risco de uma epidemia no momento. “A meningite é uma doença sazonal que pode ser evitada principalmente através da vacinação. O calendário público de vacinas brasileiro é muito bom e o número de casos da doença é controlado no Brasil”, afirma
Continuidade de tratamento é essencial para combater o HPV


RIO DE JANEIRO - As chances de cura de mulheres atingidas por algum dos cerca de 200 tipos de HPV chegam a quase 100% quando o diagnóstico é realizado precocemente. Contudo, muitas ainda não seguem a recomendação médica de realizar o exame Papanicolaou anualmente e correm o risco de desenvolver o câncer do colo do útero. E mais, mesmo após o diagnóstico, é grande também o número de pacientes que abandonam o tratamento.
Para conscientizá-las sobre os riscos da doença e sobre a importância de dar continuidade ao tratamento, a professora de enfermagem da Faculdade Arthur de Sá Earp Neto (Fase), Aline Furtado, criou um grupo pioneiro com alunos do curso: os estudantes entram em contato com as pacientes que interromperam o tratamento no Centro de Saúde de Petrópolis e as estimulam a retornar.
- Percebemos que o abandono acontece, na maioria das vezes, por desconhecimento - explica a professora.
Segundo a professora, a iniciativa foi decorrente da observação do crescimento do número de casos da doença. Estudos mostram que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas são infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. A incidência entre as jovens é maior: pesquisadores da UFRJ identificaram recentemente, a partir de análises do Inca, que 8,9% das adolescentes apresentam lesões no colo uterino induzidas pelo HPV, enquanto a incidência sobre o total de mulheres sexualmente ativas é de 5,6%.
A transmissão é realizada por via sexual, mas, diferentemente de outras doenças sexualmente transmissíveis, em geral os homens infectados não desenvolvem sintomas. Por isso, há um alto risco de contração do HPV em mulheres que têm relações sexuais sem o uso de preservativos.
A doença provoca o aparecimento de feridas e verrugas na região genital, que são tratadas por meio do uso de remédios e por cauterizações com ácido nas regiões atingidas. A principal forma de prevenção é o uso da camisinha.
Pesquisas ainda estão sendo feitas sobre a eficácia da vacina contra HPV, que não é fornecida pela rede pública de saúde. De acordo com a professora Aline Furtado, essa vacina evita o aparecimento de alguns tipos de HPV, mas não protege contra todas as variações do vírus – até porque nem todas elas já foram identificadas pelos cientistas.
16:39 - 15/07/2009

VII Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente de Petrópolis

Com o objetivo de deliberar sobre a política nacional de defesa e garantia da criança e do adolescente, será realizada VII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A abertura acontecerá no dia 24 de julho, às 18h, no auditório da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase), com a presença do prefeito Paulo Mustrangi e palestra sobre os aspectos da conferência com o desembargador, Siro Darlan.A conferência prosseguirá no dia 25 de julho, das 8h às 18h30 e estará aberta a profissionais e pessoas ligadas ao tema, mas também a toda a população.O tema a ser avaliado esse ano será Construindo Diretrizes da Política e do Plano Decenal para promover ampla mobilização dos operadores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e formadores de opinião; promover a intersetorialidade, em especial, saúde, educação, assistência social, segurança e direitos humanos.Ao todo serão cinco eixos de discussão que vão servir de base para a composição de grupos de trabalho durante a conferência: Promoção e universalização dos direitos em um contexto de desigualdade; Proteção e defesa no enfrentamento das violações de direitos humanos de crianças e adolescentes; Fortalecimento do sistema de garantia de direitos: Participação de crianças e adolescentes nos espaços de construção da Cidadania; e Gestão da Política.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O que saiu na imprensa

Tribuna de Petrópolis

Quinta-feira, 16 de julho de 2009


Petrópolis é cidade-piloto de Programa do Governo Federal


O prefeito Paulo Mustrangi participou da abertura do Seminário Intersetorial de Atenção Integral ao Adolescente, realizado na manhã de ontem (15), no auditório da Fase, e do lançamento da Cartilha do Programa Saúde na Adolescência, que será entregue nas escolas e comunidades inseridas no projeto. Petrópolis é a cidade piloto para a implantação do programa, realizado por iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação em parceria com a Prefeitura.O projeto teve início nos PSFs da Fazenda Inglesa e Boa Esperança e no Centro de Saúde e, como teve um ótimo resultado nas comunidades, a partir desse semestre será expandido para mais cinco PSFs e cinco escolas da rede municipal de ensino.“Estamos pensando em atenção integral a saúde na escola e em breve estaremos atendendo todas as unidades. É uma perspectiva de promoção e prevenção da saúde para evitar hepatites, uso de drogas e álcool, tabagismo e outras coisas características da juventude. Temos que falar a mesma língua que o adolescente, por isso, eles são protagonistas desse programa que é federal e está sendo aplicado, primeiramente, em nosso município”, declarou a secretária de Saúde, Aparecida Barbosa.Durante o seminário foram ministradas palestras sobre Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, Adolescência e Sentido da Vida, Promoção da Saúde na Adolescência e Protagonismo Juvenil, pela coordenadora de Saúde do Adolescente do Ministério da Saúde, Tereza Dellamare; pelo consultor dos Ministérios da Educação e da Cultura, Alex Sandro Machado; do doutor em Educação e representante do Movimento Brasileiro de Adolescentes, Ricardo Castro e Silva; da doutora em Psicologia e representante da Uerj, Cléia Zanatta; e representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foram realizadas oficinas para gestores sobre Protagonismo Juvenil.“Estamos procurando construir políticas em conjunto com diversos setores e com a população. Para isso, também precisamos saber dialogar com a juventude. A sociedade precisa se apropriar dessas políticas e, para isso, qualquer esfera do governo tem que ser participativa, deixando a sociedade opinar, sugerir, se integrar com as ações”, ressaltou o prefeito Paulo Mustrangi.A intenção do governo federal é que outros municípios iniciem o programa com adolescentes, pensando neles como personagens principais e falando a mesma língua. Representando os jovens do município presentes na platéia, o representante da Associação Petropolitana de Estudantes (APE), Diogo Vieira, compôs a mesa, junto com a secretária de Educação, Sandra La Cava; o coordenador do curso de extensão da Fase, João Miranda, além dos profissionais já citados.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O que saiu na imprensa

Diário de Petrópolis
Sexta-feira, 10 de junho de 2009.



6a Conferência Internacional sobre Infecção pelo HIV em Mulheres e Crianças é aberta em Petrópolis

A Faculdade de Medicina de Petrópolis/FASE promoveu ontem a abertura da 6a Conferência Internacional sobre Infecção pelo HIV em Mulheres e Crianças. O objetivo do evento, que se encerra nesta sexta-feira, é discutir as novas técnicas no tratamento e prevenção da transmissão vertical, isto é, da mãe para o filho, do HIV. A conferência conta com a participação de profissionais renomados do Brasil, Inglaterra e Irlanda.

A conferência foi aberta com uma palestra do médico Eduardo Barbosa, do Programa DST Aids do Ministério da Saúde. Ele falou sobre os rumos da epidemia do HIV no Brasil e seu controle. De acordo com Eduardo Barbosa, há hoje cerca de 630 mil casos estimados de HIV no país, sendo que pelo menos 255 mil pessoas vivem com o vírus sem saber que são portadoras. "São pessoas que nunca foram testadas e que não sabem que são soropositivas", explicou.

Hoje, o principal foco da infecção no Brasil está nos heterossexuais na faixa de 25 a 49 anos de idade, apesar de estar sendo registrado um crescimento no número de casos em pessoas acima dos 49 anos. "Trata-se de uma população que foi criada sob outros princípios e que encontra dificuldades no uso de preservativos", completou Eduardo Barbosa.

Outra mudança nos rumos da infecção no país é a redução no número de infectados entre os usuários de drogas. "Este fato se deve, por exemplo, pela redução do uso de drogas injetáveis e aumento no número de usuários de crack, por exemplo. Estas são as diversas particularidades da epidemia pelo HIV no Brasil", explicou o médico.

Um dos principais desafios no país hoje é a redução nos índices da transmissão vertical do HIV (transmissão de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação). Hoje a taxa média deste tipo de transmissão é de 6 a 7%. A meta do Ministério da Saúde é reduzir este índice até 2%. "Reduzir a infecção vertical é um grande desafio. Uma grande parcela das mulheres não tem acesso ao teste HIV durante e pré-natal", afirmou Eduardo Barbosa.

Segundo o especialista, hoje há uma tendência à estabilização da epidemia no Brasil, no entanto, vem sendo registrado um crescimento nos números de casos também entre os homossexuais jovens, entre 15 e 29 anos de idade. "Ainda não se sabe o motivo do crescimento de casos nesta faixa dos jovens homossexuais", disse.

Hoje o Brasil conta com oito drogas antirretrovirais de fabricação própria. Todo o tratamento é custeado pelo governo. O Ministério da Saúde conta com uma verba anual de R$ 1 bilhão para a aquisição de antirretrovirais. O tratamento é garantido por lei. O surgimento de novas drogas vem aumentando a sobrevida dos soropositivos no país. Hoje, 95% dos portadores identificados estão em tratamento e a sobrevida aumentou para cerca de 108 meses. O fato está relacionado ao diagnóstico precoce do vírus. "As pessoas querem fazer o teste hoje. Temos feito muitas campanhas com testes rápidos e a adesão vem sendo grande. Nosso objetivo é que o teste rápido seja um canal para que as pessoas busquem os testes convencionais", concluiu Eduardo Barbosa.

Hoje, a 6a Conferência Internacional sobre infecção pelo HIV em mulheres e crianças contará com a presença de profissionais da área médica internacional como o infectologista John S Lambert, a enfermeira Margaret Clapson, da University College of Dublin (Irlanda), Graham Taylor, do Imperial College (Inglaterra).

A Conferência está sendo realizada pela segunda vez em Petrópolis. O evento é promovido pela prefeitura, pelo Programa Municipal DST/AIDS e Projeto Sorriso, além do Governo Federal. A Faculdade de Medicina de Petrópolis/FASE sedia a conferência, fornecendo a estrutura necessária para a realização do evento. As outras edições do evento aconteceram no Rio de Janeiro e em Santos