quinta-feira, 3 de abril de 2014

Feira Mãos que Criam especial de Páscoa


Ainda não comprou os chocolates para a Páscoa? Então venha participar da Feira Mãos que Criam Especial de Páscoa, que ocorrerá no dia 10, das 08 às 12h, no Hall da FMP/Fase. 

A feira contará com a participação de 20 produtores locais, dos Postos de Saúde da Família dos bairros estrada da Saudade, Machado Fagundes e Nova Cascatinha, todos geridos pela instituição. 

O projeto faz parte do projeto de Economia Solidária implantado pelo Núcleo de Atenção Básica da faculdade, que visa promover a saúde, através de ações que proporcionem o bem-estar social.




terça-feira, 1 de abril de 2014

PSF Machado Fagundes participa de Fórum Permanente de Atenção Básica

A enfermeira Patrícia Alvim, do PSF Machado Fagundes – unidade gerida pela FMP/Fase –, participou do 20º Fórum Permanente de Atenção Básica, realizado pela Secretaria Estadual de Saúde, na última quinta-feira (27), no Rio de Janeiro. 

Na ocasião, Patrícia compartilhou com os participantes do fórum sua experiência no Grupo da Terceira Idade, uma estratégia de promoção da saúde, através da socialização de idosos.



Grupo da Terceira Idade em visita ao Museu Imperial. Patrícia Alvim à direita.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Ingressantes de Medicina doam sangue em Trote Solidário


Os ingressantes do curso de Medicina, da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase), participaram de um Trote Solidário no banco de sangue do Hospital Santa Teresa, nesta sexta- feira (28).
A preocupação dos alunos com o baixo número de doadores ativos no banco do hospital fez com que a doação fosse incluída na lista de doações que os calouros do curso de Medicina devem cumprir: agasalhos, mantimentos, anéis de lata para a campanha Anel de Solidariedade (que são trocados por cadeiras de rodas) e sangue.

“Sou super a favor dessa iniciativa dos veteranos. Estamos ajudando a sociedade de diversas formas. Eu acredito que muitas pessoas entram para o curso de Medicina porque se sentem chamadas para a missão de ajudar a comunidade, então, nada melhor do que desde já começarmos a nossa jornada”, ressaltou a estudante do 1º ano de Medicina, Patrícia Lopes.
Para manter as geladeiras do banco de sangue abastecidas são necessárias de 40 a 45 bolsas diárias. No entanto, a captadora de doadores do banco de sangue relata que muitas vezes apenas 20 bolsas são recolhidas.

“Essa iniciativa é muito positiva, pois precisamos aumentar o número de doadores ativos na cidade. Manter o estoque do banco de sangue cheio é fundamental, porque além dos pacientes que sempre precisam de transfusão de sangue, por conta de doenças, temos as operações cirúrgicas marcadas e também casos de acidentados, que chegam à emergência do hospital e necessitam dessas bolsas de sangue para serem operados”, afirma Eliane Azevedo, Captadora de doadores.
Os veteranos garantem que vivenciar o meio hospitalar desde o início do curso é de fundamental importância para os estudantes de Medicina. “Além de fazer o bem para as pessoas que necessitam do sangue que estamos doando, a gente acaba estimulando a percepção dos calouros sobre a importância dessa ação. Eles se veem como doadores e não apenas como médicos, e compreendem o profissional que depende da bolsa de sangue em um centro cirúrgico, por exemplo, para salvar a vida de um paciente”, enfatiza a veterana, Andrezza Medina.










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quarta-feira, 26 de março de 2014

Fase inaugura exposição sobre Golpe Militar nesta sexta-feira (28)

“Fica decretado que agora vale a verdade” é o nome da exposição que a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) abrirá dia 28 de março, no Centro Cultural do campus. Com o primeiro verso do poema “Os estatutos do homem”, de Thiago de Mello, no título, a mostra integra a programação da Comissão Estadual da Verdade na descomemoração dos 50 anos do golpe militar. Fotos, áudios, cartazes, instalações e versos ilustrarão a importância da liberdade.

Todo o conteúdo da exposição será baseado no poema de Thiago de Melo, com instalações audiovisuais e atividade interativa em um dos salões. Qualquer pessoa poderá participar, enviando fotos e mensagens para o Facebook ou o Twitter da FMP/Fase, com #agoravaleaverdade. Além disso, o Café Cultural da FMP/Fase contará com um painel com cartazes trazendo mensagens utilizadas pelo movimento estudantil na época.

Diferente de outras exposições em cartaz no país, a da FMP/Fase pretende proporcionar uma reflexão sobre o período abordado e serve de crítica às ditaduras e formas de cerceamento da liberdade. "É uma tendência das exposições que retratam esse período serem cronológicas, por isso optamos por desenvolver a mostra sob uma ótica, que é a verdade", explica o coordenador de Projetos e Extensão da FMP/Fase, Ricardo Tammela, que organiza a mostra com o curador Claudio Partes.

A Comissão Estadual da Verdade e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis apoiam a exposição. O presidente da comissão, Wadih Damous, confirmou presença na abertura do evento, que tem entrada franca.

Como prévia da exposição, foram realizadas, na Praça Dom Pedro, intervenções relacionadas ao tema, através do projeto Cellograff Brasil, que consiste na aplicação de grafite em papel filme, sem agredir o meio ambiente.  

A exposição “Fica decretado que agora vale a verdade” pode ser vista até 30 de junho, de segunda a sexta-feira, das 09 às 21h, e sábado, das 9h às 18h. O endereço da FMP/Fase é Av. Barão do Rio Branco, 1003, no Centro de Petrópolis. 
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terça-feira, 25 de março de 2014

A verdade da realidade: Os anos de Chumbo no Brasil

O conceito de Verdade não é um problema dado. Ele está sempre aí, nas nossas relações com o outro, com os objetos, e com nós mesmos. A Verdade pode traduzir-se em liberdade quando somos colocados frente a uma situação real e, por mero exercício de consciência, quase que instintivamente, temos a capacidade de harmonizar nossas vontades íntimas com as limitações do meio externo, necessárias para a nossa vida em sociedade. A verdade ganha força, se mostra clara e reluzente quanto maior a autonomia do ser humano em agir segundo seus princípios, em transitar pelas terras que escolher e em se manifestar utilizando a linguagem que melhor lhe couber. No entanto, a Verdade forjada pode também aprisionar, dilacerar, nos tornar reféns. A Verdade declarada, manipulada e reduzida a uma só voz, no seio da injustiça e da opressão, se torna o pior algoz do homem. Transforma-se em Mentira…

O povo brasileiro possui um passado marcado por sucessivas violações de direitos humanos. Desde a chegada de nossos colonizadores, dizimando a população indígena, passando pela escravidão de nossos irmãos diretos afrodescendentes e desembocando numa ditadura civil-militar, o brasileiro vem lutando às duras penas. Luta para comer, para morar, para se manifestar. E, quando suas forças quase se exaurem, ele resiste. A História e suas Verdades factuais estiveram escondidas nos porões escuros da ditadura, mas também resistiram ao silêncio a que foram submetidas por anos. Hoje, irrompem no ar as vozes eloquentes de quem sofreu na pele os horrores da repressão política. Estamos vivendo o renascimento da verdade através do processo árduo e dolorido de lavar as feridas, contar e identificar quem feriu, num processo de passar a história a limpo: Sim, o Estado oprimiu! O Estado violou! O Estado torturou! O Estado matou!

O sonho de realizar um Estado Democrático de Direito sempre está presente naqueles que direcionam suas vidas pessoais e profissionais no sentido de uma sociedade mais justa e mais próxima do ideal de igualdade social. As tiranias e as ditaduras nunca foram o desejo da maioria brasileira, nunca. Somos um povo que deseja saúde, educação e emprego para todos, sem distinção. Almejamos uma nação livre e democrática. Os anos de chumbo nos retiraram esta possibilidade de escolha, nos lançaram num território onde a diversidade de opiniões era incutido massivamente nos espíritos como algo perigoso. Para manter o poderio de uns poucos, as mais diversas perversidades foram cometidas. Vidas foram interrompidas e famílias desintegradas. A ordem era: eliminar os que se opunham à ordem estabelecida. E agora, povo brasileiro? O que fazer? A resposta veio imediatamente: Lutar e resistir! Ninguém pode mudar o que aconteceu. Tudo vem à tona. A memória da resistência ao golpe militar e ao Estado opressor é a Verdade invencível e um legado precioso para nossas próximas gerações.

Mariana Barros
Advogada do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) de Petrópolis