quarta-feira, 18 de junho de 2014

A economia da Copa nem sempre é a Copa da economia

Fomos invadidos! Não, não pense que estamos passando por um momento pré-colonial e tampouco estamos em guerra. Fomos invadidos por milhares de torcedores das mais diversas partes em busca da alegria que somente um de seus países irá permitir: a conquista da Copa do Mundo.


Evento global – por favor, não confundir com globalização –, a Copa permite que o Brasil seja visto e revisto por bilhões de pessoas ao redor do planeta. 

Uma parte dessas pessoas aqui estará trazendo divisas e proporcionando às economias locais um aumento de receita que, em anos sem evento de grande apelo, seria impensável.

Mas, o que efetivamente podemos esperar, em termos de economia, da Copa do Mundo?

Para responder, cabe a reflexão sobre algumas questões:

(1) Infraestrutura. Ledo engano pensar que realizamos em pouco mais de três anos todas as obras estruturais de que o país necessitava. Neste aspecto, pode-se pensar em aeroportos e sua malha aérea, rodovias e transporte público como herança de um projeto estrutural de mobilidade urbana que ainda carece de ajustes.

A construção civil foi um setor que muito se beneficiou com a Copa do Mundo. Gerou milhares de empregos movimentando o ciclo econômico. Espera-se, finda a Copa, que essa mão de obra possa ser absorvida em obras de continuidade de melhorias estruturais.

A segurança também passa por uma prova de fogo. Mostrar ao mundo que o Brasil sabe receber – e com segurança – será vital para que novos eventos sejam por aqui produzidos e atraiam ainda mais turistas.

(2) Tecnologia da informação. A Copa poderá servir de validação para as pretensões do Brasil em ser o país referência na América Latina. Investimentos que qualifiquem as transmissões de dados, internet, telefonia, facilidade de acesso e incremento da base de usuários são necessidades prementes para o avanço da TI no país. 

(3) Cultura. A forte miscigenação brasileira, por si só, é pródiga em produzir eventos que materializam e perpetuam a cultura e a identidade nacional. Um evento como a Copa não poderá reproduzir a riqueza dessa diversidade promovendo a inter-relação da cultura nacional com a dos países participantes do evento. 

(4) Serviços. Sem dúvida é o setor mais privilegiado por um evento como a Copa. Gerou – e ainda gera – milhares de empregos diretos e indiretos, permitindo o desenvolvimento do setor via novos investimentos em gastronomia e hotelaria, movimentando o comércio local cujo incremento traz consigo entrada de divisas.

Os estádios poderão servir de apoio para a implementação de programas públicos locais, com pequenas adaptações que sirvam como postos de saúde, escolas públicas e outros centros de atendimento à população dentro das características de cada região.

O PIB, ainda cambaleante, não dá sinais de recuperação. Afirmar que a Copa irá catapultá-lo é um pensamento simplista dadas as nuances econômicas, como estimativa de inflação, e as não econômicas, como manifestações e eleições.

O ponto preocupante é o endividamento das famílias. Eventos como este trazem a reboque mais prestações, mais gastos nos cartões de crédito, logo, maior aperto financeiro pós-Copa. Tradicionalmente, aumentam as vendas de televisores e bebidas e, como somos um povo altamente hospitaleiro, consumimos mais carnes e outros acepipes, aumentando os nossos gastos e comprometendo o orçamento familiar.

Fato é que, juros à parte, temos que mostrar ao mundo que somos um país com alta capacidade de atrair investimentos e investidores. A Copa foi um exemplo de que empresas dos mais diversos portes fizeram mais investimentos. 

Oportunidades existem e a capacidade do Estado em gerir essa entrada será a receita do futuro de sucesso de um país que, espera-se, atraia mais pelo que pode oferecer em termos produtivos do que meramente em termos especulativos.

A Copa é boa vitrine para mostrarmos ao mundo um novo Brasil, economicamente viável e politicamente estável. 

O legado da Copa ainda é difícil de mensurar. Mas, se como diz o dito popular "não desistimos nunca", porque não havemos de acreditar?

Humberto Medrado
 

Humberto Medrado é professor da FMP/Fase, economista e administrador, mestre em administração e doutorando em administração.​

USF Boa Vista realiza atividades com alunos de Medicina

A Unidade de Saúde da Família Boa Vista, unidade gerida pela FMP/Fase, realizou, com os alunos dos 1º e 2º anos do curso de Medicina da instituição, atividades sobre alimentação saudável e hipertensão para os idosos e as crianças das quatro micro-áreas assistidas pela unidade.
 
Na ocasião, cerca de 50 pessoas participaram do evento, sendo divididas em dois grupos, de crianças e de idosos. Também foram realizados encontros que incluíam orientação e reflexão sobre atividade física e a importância do uso de medicamentos para o controle da pressão e diabetes. Além disso, os alunos ofereceram teste de glicemia e aferição de pressão arterial.  
 


 

terça-feira, 17 de junho de 2014

FMP/Fase recebe visita de escolas e curso técnico

Nos últimos dias, a FMP/Fase recebeu cerca de 100 alunos do Colégio Estadual Cardoso Fontes, Colégio Bom Jesus Canarinhos e do curso técnico de Radiologia LABEST, para visitação ao campus da faculdade. Na ocasião, todos puderam conhecer as instalações da Biblioteca, salas de aula, auditórios e laboratórios de informática e científicos. Além disso, os estudantes percorreram a exposição em cartaz no Centro Cultural da instituição, sobre a Ditadura Militar.

As escolas interessadas em visitar o campus e a exposição devem agendar visita através do telefone (24) 2244-6471.


Os alunos do Colégio Estadual Cardoso Fontes visitando a exposição "Fica decretado que agora vale a verdade"

Os alunos do Colégio Estadual Cardoso Fontes visitando o Anatômico
Os alunos do Colégio Bom Jesus Canarinhos conhecendo o projeto Livro Solto, no Centro Cultural FASE-FMP


Os alunos do Colégio Bom Jesus Canarinhos visitando a exposição "Fica decretado que agora vale a verdade"

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Jogos da copa aumentam índice de cardíacos nos hospitais



Bola no campo e torcedores ansiosos com o jogo. As fortes emoções causadas pela partida de futebol, principalmente durante a copa do mundo, eleva o número de pacientes cardíacos nos hospitais. Um estudo realizado por pesquisadores da USP, que analisou as últimas quatro Copas do Mundo, revela que o número de internações por problemas cardíacos cresce até 16% quando a partida é disputada pela seleção brasileira.

O jogo de futebol nada mais é que uma grande emoção, por isso, provoca alterações no coração, ou seja, aumenta a pressão arterial e os batimentos aceleram.

“A psicocardiologia é a especialidade que estuda os efeitos das emoções no sistema cardiovascular. Através do sistema neural, simpático e parassimpático, todo o sistema cardiovascular é influenciado por uma série de hormônios que tendem a aumentar a pressão arterial, frequência cardíaca e a tendência à coagulação diante do estresse e, de forma contrária, diante do relaxamento e dos momentos de prazer. Portanto, ser feliz e calmo faz bem para o coração”, alerta o cardiologista e professor da FMP/Fase, Bruno Vogas.

Você é daqueles que não controlam a emoção durante um jogo de futebol? Então tenha cuidado. O cardiologista explica que não há idade definida para que a pessoa possa sofrer algum problema cardiovascular durante os jogos.

“É importante diferenciar idade cronológica de idade biológica. O risco está atrelado à saúde cardiovascular que poderá estar alterada em um jovem e normal no idoso. Portanto, o que importa é a avaliação pormenorizada do risco cardiovascular individual”, ressalta.

No caso de pessoas que já tenham histórico de problemas cardiovasculares é preciso que tenham um bom acompanhamento médico, além de respeitar os horários para tomar os medicamentos.

“Os cardiopatas não podem evitar as emoções, mas podem se preparar para enfrentá-las seguindo as recomendações médicas, que são individuais e que vão desde a permissão para assistir aos jogos, sob medicação rotineira, até a proibição de assisti-los, quando o médico interpreta que o paciente não tem condições psicológicas para tal enfrentamento”, finaliza.

A jornalista Regina Domingues conta que, mesmo tendo vários problemas cardiovasculares, não perde um jogo da seleção brasileira. “Eu tomo, por dia, uma média de 12 comprimidos na parte da manhã e 18 à noite, pois a minha pressão arterial se manteve muito alta ao longo dos anos e, atualmente, eu tenho hipertrofia no ventrículo esquerdo. Mas, antes de assistir ao primeiro jogo da copa, aferi a minha pressão e tomei um calmante. A adrenalina foi grande e, em alguns momentos, meu coração teve episódios de arritmia cardíaca, mas no final deu tudo certo”, relata Regina, feliz pela vitória da seleção.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ex-aluna da FMP/Fase capacita pais em massagem Shantala

A enfermeira e ex-aluna da FMP/Fase, Larissa Passos, capacitou, na última terça-feira (10), os pais atendidos pela Unidade de Saúde da Família Machado Fagundes na massagem indiana Shantala. A técnica foi aplicada nos bebês de até 4 meses de idade e  as gestantes também puderam aprender a massagem, que proporciona o alívio de cólicas, aumenta a imunidade e a tranquilidade no sono do bebê. 

Na ocasião, os participantes receberam um óleo para realizar a massagem nos filhos em casa.