quinta-feira, 21 de julho de 2016

População de mulheres negras é tema de pesquisa em Petrópolis

A aluna do curso de Enfermagem da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), Karen Santos, iniciou uma pesquisa para fazer o TCC (trabalho de conclusão de curso) sobre a população de mulheres negras em Petrópolis, na localidade de Cascatinha. O tema recebeu apoio da instituição de ensino superior, uma vez que o assunto aborda as características específicas da população negra, que está distribuída em todo território nacional, e ressalta a necessidade dos profissionais, principalmente da área da saúde, terem conhecimentos sobre as especificidades desta população e o olhar único que devem ter no atendimento deste grupo populacional.

“Eu levantei um perfil das mulheres negras atendidas na consulta de enfermagem ginecológica realizada no Ambulatório-Escola da FMP/Fase. Esses dados permitem que os profissionais que lá atuam tenham conhecimento do grupo com que irão lidar diariamente e possam elaborar um plano de cuidado mais eficiente, que traria benefícios enormes no momento da consulta dessa mulher. Os profissionais conseguiriam abranger aspectos relevantes e elaborar intervenções que podem evitar complicações futuras”, explica Karen Santos, estudante do 9º período de Enfermagem da FMP/Fase.

A ideia da pesquisa surgiu, em 2014, quando a aluna participou do Congresso Brasileiro de Enfermagem em Belém, no Pará. Após observar um bate-papo em uma tenda cultural e receber vários cadernos de Políticas Nacionais, entre eles o caderno de Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, Karen decidiu se dedicar ao assunto, para elaboração do TCC, ao perceber que a política traz uma conexão direta com questões sociais, que interferem no processo de saúde/doença da população negra.

“Optei por fazer um recorte de gênero e estudar mulheres negras, porque elas sofrem uma dupla discriminação, de gênero e de raça. O objetivo do trabalho foi apresentar à população acadêmica as especificidades da população negra, levando em consideração os pontos da saúde. A população estudada tem várias características específicas, pois muitas doenças são prevalentes neste grupo populacional. Além disso, fatores sociais também revelam muitas coisas sobre as mulheres negras da região, como a baixa escolaridade, a ocupação de subempregos e a vida reprodutiva. Todos estes pontos são reflexos das condições sociais deste grupo que, por sua vez, acabam interferindo na saúde”, avalia a estudante de Enfermagem da Fase.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Diretor da FMP/Fase é convidado a participar de Debate Internacional

O médico Paulo Cesar Guimarães, diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, foi convidado pelo Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro a participar do programa Leveraging Technology to Improve Health Communications, que será realizado nos dias 26 e 27 de julho, em Bogotá. O objetivo é reunir lideranças da área de saúde para um debate sobre as atuais preocupações regionais e globais da área, incluindo o vírus Zika e outras doenças infecciosas emergentes. Além do Brasil, profissionais da Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá e Venezuela foram convidados.


Moradores de rua são atendidos por profissionais da FMP/Fase

Responsabilidade social. Esse é um dos objetivos da FMP/Fase, que vem apoiando a iniciativa da aluna Taís Guimarães através do projeto de extensão universitária no Cuidado em Saúde da População em Situação de Rua. O projeto ganhou o reforço do médico Régis Oliveira, da USF Machado Fagundes, e da professora Marissol Hermann. O grupo vem realizando visitas periódicas ao CDDH - Centro de Defesa dos Direitos Humanos, de Petrópolis, para o atendimento clínico dos moradores de rua que frequentam o espaço.

Marissol, que é psiquiatra, aplica dinâmicas e terapias em grupo, onde é discutido o uso de álcool e outras drogas. É trabalhado também o apoio em equipe e a utilidade individual através da culinária.  O médico Régis realiza consultas, exames e, dependendo da necessidade, encaminha os pacientes para o Ambulatório-Escola da faculdade ou para o Departamento de Doenças Infectoparasitárias (DIP), que a FMP/Fase mantém no Hospital Municipal Nelson de Sá Earp.





sexta-feira, 15 de julho de 2016

Psicologia na Fase

O MEC acaba de aprovar, com nota máxima - conceito 5, a abertura do curso de Psicologia (Bacharelado e Licenciatura) da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), que terá início no primeiro semestre de 2017. O currículo foi desenvolvido no contexto da realidade social e vai oferecer cinco das seis competências profissionais, formando psicólogos capazes de atuar na saúde integral de indivíduos, grupos e coletividades, em qualquer área da profissão.


Formação ética é essencial para evitar casos de corrupção no país

Em um momento em que o Brasil se encontra fragilizado perante tantos escândalos de corrupção, com desvios de verbas e a sonegação de impostos, muitas investigações que apontam erros nas gestões públicas e privadas, como no caso de todos os desvios ocorridos na Petrobras e em tantas outras empresas, como indicam os dados levantados pela operação Lava Jato, os brasileiros se perguntam se haverá uma saída para evitar novas fraudes no país.

É certo que não apenas o Brasil, mas vários países passam por situações semelhantes de crise nos setores público e privado. No entanto, a única solução encontrada é a formação de profissionais éticos e competentes, pois a corrupção dentro de uma organização, seja ela pública ou privada, pode ser evitada desde que pessoas comprometidas monitorem as transações efetuadas pela mesma.

“Um profissional que tenha uma boa formação em Administração adquire competências que o fazem desenvolver habilidades e atitudes necessárias para detectar contradições técnicas e o não cumprimento de regras. Somente conhecimentos e habilidades não são suficientes se o profissional não tiver uma atitude de transparência e ética em sua prática profissional. Nesse sentido, é de suma importância que na formação de um administrador, o assunto da ética seja amplamente discutido e apreendido”, afirma Levi de Souza, coordenador do curso de Administração e dos cursos superiores em Tecnologia de Gestão da Fase.

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