quarta-feira, 5 de julho de 2017

Inverno Solidário


Preocupadas com as baixas temperaturas durante o inverno, em Petrópolis, as alunas de Enfermagem da FMP/Fase, Camila Bortolozo e Camila Chaves, realizaram uma campanha para arrecadação de agasalhos, contabilizando mais de 100 peças, como cobertores, toucas, cachecóis e casacos. A doação foi feita na última terça-feira (04), para famílias carentes do bairro Estrada da Saudade. 




segunda-feira, 3 de julho de 2017

Programação da Semana de 02 a 08 de julho de 2017

PROGRAMAS PRODUZIDOS PELA FASE TV:

 

Programa EM QUESTÃO
Tema: Sustentabilidade e Mídias Sociais
As redes sociais contribuem para a divulgação de ideias, boas práticas, conhecimentos, experiências e iniciativas de sucesso, na área da sustentabilidade. As pesquisas já mostraram que boa parte dos internautas e usuários de mídias digitais têm por hábito validar e difundir atos que consideram politicamente corretos. O Em Questão aborda o papel das redes sociais na construção de um conceito coletivo de sustentabilidade e em que medida as ideias debatidas nesses espaços de comunicação são capazes de fomentar mudanças e práticas na vida real. O programa conta com a participação da jornalista Sônia Araripe, diretora da revista Plurale, referência em meio ambiente e sustentabilidade.
Em Questão: Domingo, 21h
                     Segunda, 15h
                      Terça, 20h
                      Quarta, 18h
                      Quinta, 12h
                      Sexta, 9h e 21h
                      Sábado, 12h e 18h
 
              


Programa ARTE & CULTURA                
Tema: Dança Alemã
Cerca de 500 dançarinos, desde crianças de 5 anos até idosos, fazem parte da Associação dos Grupos Folclóricos Alemães de Petrópolis. Eles apresentam a dança tradicional alemã em eventos culturais na cidade e também em turnês pelo Sul e Sudeste do Brasil. Atualmente, existem 9 grupos em atividade na cidade, cada um com sua rainha e seus trajes típicos, inspirados em regiões da Alemanha e da Áustria. O ponto alto do calendário de apresentações é a Bauernfest, a festa do colono alemão, realizada todos os anos no mês de junho, quando todos os grupos se revezam no palco montado no Palácio de Cristal para celebrar a cultura germânica, que faz parte da colonização de Petrópolis.
Arte & Cultura – Domingo, 12h e 18h
                            Segunda, 18h
                            Terça, 9h e 21h
                            Quarta, 15h
                            Quinta, 20h
                            Sexta, 18h
                            Sábado, 9h e 21h


                  
Programa MINUTO FASE
Tema: CPA 2017
A CPA, Comissão Própria de Avaliação, tem o objetivo de medir e aprimorar a qualidade da educação superior brasileira. Por isso, cada faculdade brasileira deve ter uma. A comissão é composta por representantes de alunos, professores, funcionários e também da sociedade civil. O processo é contínuo. A análise é feita a partir das avaliações realizadas por alunos, professores e funcionários. A FMP/Fase realizou um encontro de devolutiva para apresentar os resultados e mostrar como a CPA afeta a vida acadêmica. Entre as mudanças propostas e já implementadas na faculdade estão a climatização das salas de aula e as criações dos cursos de Odontologia, Radiologia e Psicologia.

Tema: Prêmio Certificado Imperial de Acessibilidade

A FMP/Fase recebeu o Prêmio Certificado Imperial de Acessibilidade, concedido pela Câmara de Vereadores de Petrópolis às instituições que cumprem as exigências relativas à acessibilidade total em suas instalações.  A avaliação é feita pela Comissão de Defesa das Pessoas com Deficiência e do Idoso. A solenidade foi realizada no Palácio Amarelo. O certificado é um reconhecimento aos investimentos feitos pela faculdade não só na acessibilidade arquitetônica, mas também na pedagógica. A FMP/Fase disponibiliza banheiros, bebedouros e elevadores adaptados. Corredores, escadas e rampas do campus contam com piso tátil. A instituição também tem uma cadeira de rodas à disposição de alunos ou visitantes. Nos balcões de atendimento, funcionários capacitados em libras, a linguagem de sinais.
Minuto Fase: Nos intervalos, ao longo da programação.

 
Programa AO REDOR
Tema: Crise/Portugal – Mudanças Climáticas/Burkina Faso – Educação/Vietnã
O programa mostra os efeitos da crise econômica em Portugal: Jovens graduados em universidades e com especializações e mestrados estão tendo que buscar oportunidades fora do país. No episódio, os efeitos das mudanças climáticas ao sul do deserto do Saara. Em Burkina Faso, no Sahel, agricultores tentam adaptar as plantações aos eventos extremos. O Ao Redor traz ainda a política educacional que está sendo implantada no Vietnã, para reduzir a distância entre as diferentes etnias, dando condições iguais de acesso à educação para todas as crianças.
Ao Redor: Terça, 14h30                                                        
                 Sexta, 10h
                 Domingo, 13h        
 

 
FAIXA INTERATIVA 

DOMINGO: Arte & Cultura - Dançando com a alma: A intensidade das Bailaoras da Cia Flamenco de Mi Sierra

SEGUNDA: Arte & Cultura - César Nascimento: Música Brasileira do Maranhão

TERÇA: Arte & Cultura - Rafaela Soares - Sob a Roseira: Série Talentos Universitários + Arte & Cultura - Banda Jamz

QUARTA: Arte & Cultura: Walter Berner - 5 Décadas de Arte

QUINTA: Arte & Cultura - Paulo Sá – Ao Som dos Bandolins + Arte & Cultura - Biblioteca Rocambole

SEXTA: Arte & Cultura - Cultura Cigana

SÁBADO: Arte & Cultura - Rodrigo Andriàn – Arte em movimento

Faixa Interativa: Diariamente em quatro horários: 5h, 11h, 17h e 23h

PROGRAMAS PRODUZIDOS POR PARCEIROS DA FASE TV:
 
Programa TOME CIÊNCIA             
Tema: Biodiversidade em busca do futuro    
O Brasil tem a maior diversidade de flora e fauna do planeta. Detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis. Com mais de 50 mil espécies de árvores e arbustos, tem o primeiro lugar em diversidade vegetal. Os números impressionam, mas, segundo estimativas aceitas pelo Ministério do Meio Ambiente, podem representar apenas 10% da vida no país. Conhecer os 90% restantes pode contribuir de forma significativa para a agricultura, a pecuária, a extração florestal e a pesca, além de abrir uma ampla possibilidade na área de novos fármacos. Motivado pelo Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, o Brasil pretende investir cinco vezes mais dinheiro em pesquisas, o que certamente pode alterar nosso futuro.
Tome Ciência: Quarta, 21h
                        Domingo, 15h


 
Programa LIGADO EM SAÚDE           
Tema: Creches e viroses
É comum o aumento da frequência com que as crianças ficam doentes quando entram na creche. Esta edição do Ligado em Saúde mostra que existem formas de diminuir as viroses nessas situações, como os pais e as creches podem ajudar nessa prevenção e falar sobre o sistema imunológico na infância. A apresentadora Marcela Morato conversa sobre o assunto com a pediatra e imunologista, assessora da Subsecretaria de Promoção e Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Dayse Demori.
Ligado em Saúde: Terça, 8h
    Quarta, 14h       
    Domingo, 19h30

 

Programa CIÊNCIA & LETRAS                 
Tema: Mercedes Baptista
O diretor, professor, escritor e mestre em artes cênicas, Davi Giordano, escreveu em parceria com a atriz e produtora, Sol Miranda, o livro "Mercedes: a história de vida de Mercedes Baptista sob a ótica negra como poética cênica do Grupo Emú" e ambos conversaram com o apresentador Renato Farias.
Ciência & Letras: Domingo, 14h

                             Segunda, 13h

                             Quinta, 19h30

 
Programa CANAL SAÚDE NA ESTRADA                                          
Tema: MG – Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, a Unidade Básica de Saúde do Bairro Santa Cecília realiza oficinas de Culinária para diabéticos e seus cuidadores. E ainda, o programa Esporte e Cidadania, promovido pela Secretaria de Esporte e Lazer, onde os usuários buscam a melhoria das condições emocionais, físicas e sociais de jovens e adultos através da prática de esportes e atividades físicas, respeitando a pluralidade cultural.
Canal Saúde na Estrada: Segunda, 19h
                                         Sábado, 14h30


 

Programa EM FAMÍLIA                      
Tema: Microcefalia
A apresentadora Yasmine Saboya conversa com a diarista, Fabiane Lopes; com a voluntária da ONG Inacre, Lizziane Torreão e com a psicóloga do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Fátima Junqueira, sobre a malformação em que o cérebro não se desenvolve de forma adequada, a microcefalia.
Em Família: Quarta, 16h

                    Domingo, 22h

Programa UNIDIVERSIDADE                            
Tema: Captação de Recursos para Projetos Sociais
Para conseguir dinheiro para a realização de projetos sociais é preciso saber elaborá-los, ter ideias, fazer orçamentos, entrar em editais. Existem até cursos e cartilhas para ajudar quem tem uma ideia, quer captar recursos, mas não sabe por onde começar. E é justamente a captação de recursos para projetos sociais o tema do programa.
Unidiversidade: Quinta, 16h
                          Domingo, 14h30


Programa HISTÓRIAS DE MÃE
Tema: Exercício físico na gravidez e a escolha da escola
Atividade física na gravidez. Será que a gestante pode praticar exercício? O Histórias de Mãe conversou com uma ginecologista/obstetra a respeito de atividade durante a gestação e visitou um estúdio de Pilates para mostrar como cuidar do corpo e da saúde. Outra temática abordada no programa é a escolha da escola, as melhores opções e dicas de uma mãe de três crianças.
Histórias de Mãe: Quarta, 20h30
                              Domingo, 13h30


 

Programa FASE.DOC – ONU

Tema: A longa luta dos norte-coreanos por liberdade
Da Coreia do Norte, um jovem e corajosa mulher fala sobre sua fuga e sua determinação para acabar com o sofrimento que vivia neste país asiático – e os esforços para trazer os responsáveis à justiça.

Tema: Suicídio e desespero entre os indígenas do Brasil

Muitos jovens indígenas estão encontrando uma maneira definitiva de escapar do desespero: o suicídio. Por trás dessa tendência perturbadora estão os conflitos por terra.

Tema: Crianças em fuga – uma crise silenciosa

Milhares de famílias estão deixando tudo para trás para fugir da violência praticada por gangues e pelo crime organizado em países do chamado Triângulo Norte da América Central – El Salvador, Guatemala e Honduras. No centro dessa crise estão muitas crianças e adolescentes que testemunharam terríveis atos de violência e foram expostas a riscos extremos.
FASE.Doc: Terça, 18h
                 Domingo, 20h


 

Programa SALA DE CONVIDADOS
Tema: Trabalho infantil
O Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, criado há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi celebrado na última semana, no dia 12 de junho, e o Brasil tem mais motivos para se preocupar do que para comemorar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase três milhões de crianças e adolescentes trabalham no país. E apesar desse número ter caído nos últimos anos, especialistas apontam que existe o risco de interrupção na tendência de queda. Os dados do IBGE mostram que 5% das crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos são trabalhadores precoces e, apesar dos esforços para erradicar o trabalho infantil, desde 2013 o Brasil vem registrando um aumento do número de crianças entre cinco e nove anos que trabalham. Isso ocorre no campo, lixões, feira livres, sinais de trânsito e em diversos outros lugares. Os convidados são a procuradora do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e representante regional da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (Coordinfância), Dulce Torzecki; o coordenador executivo de Articulação de Políticas de Proteção para Crianças, Adolescentes e Idosos da Secretaria de Relações Institucionais da Prefeitura de Porto Alegre e membro da Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (COMPETI), Carlos Fernando Simões Filho; e a delegada titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Juliana Emerique.
Sala de Convidados: Segunda, 21h
                                  Sábado, 15h


 
Programa: BATE-PAPO NA SAÚDE
Tema: Saúde da mulher em privação de liberdade
O apresentador Paulo Bellardi conversa com a diretora do Conjunto Penitenciário Feminino de Salvador (BA), Luz Marina Silva e com a detenta, Jucineide Santana Moreira, sobre a saúde da mulher em privação de liberdade.
Bate-papo na Saúde: Quinta, 8h30
                                   Sábado, 19h


 
Programa: CURTA AGROECOLOGIA
Tema: Chapada do Apodi - Morte e Vida
O episódio conta a história de trabalhadores rurais que vivem na Chapada do Apodi, na divisa entre os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará,  que desenvolvem vários tipos de câncer por trabalharem com veneno.
Curta Agroecologia: Segunda, 16h
                                 Sábado, 22h


 
Veja também os noticiários: Resumo da ONU e Em Pauta na Saúde em quatro horários: 4h30, 10h30, 16h30 e 22h30

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Vacinas: infectologista explica importância de BCG contra tuberculose


No dia 1º de julho é celebrado o Dia da Vacina BCG, criada em 1921. BCG, ou Bacilo Calmette-Guérin (bacilos vivos e atenuados), é a vacina de dose única que protege contra o agente causador da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch).  Mas, ao contrário do que se acredita, a BCG não protege contra todas as formas de tuberculose. “A vacina se restringe às tuberculoses mais graves, como a miliar e a meningite tuberculosa, sendo pouco eficaz contra a forma pulmonar, que é a mais comum”, explica o médico Paulo Cesar Guimarães, membro do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase).

A vacina BCG é um importante item do calendário de vacinação infantil, e pode ser aplicada nos postos de saúde pública. Os pré-requisitos para se determinar quem pode recebê-la são poucos. “Via de regra todos os recém-nascidos devem receber a vacina. As exceções são as crianças abaixo de 2 kg, ou que apresentem imunodeficiência congênita ou adquirida, ou com afecções dermatológicas extensas na área da aplicação da vacina, ou em uso de dose elevada de corticosteroides”, diz o pediatra e infectologista.

Mesmo sendo uma vacina aplicada mundialmente, os relatos de efeitos adversos são muitos raros, incluindo a alergia à vacina. “A situação mais vista nesses poucos casos é uma adenomegalia (íngua) na axila direita, acompanhada ou não de febre, e esses casos merecem um parecer médico. A formação de uma pústula (bolinha de pus vermelha) crescente no local é considerada normal, não havendo motivo para alarde, já que ela irá regredir e dar lugar à rotineira cicatriz”, completa Paulo Cesar Guimarães. 

A vacina, que por convenção é ministrada no braço direito do bebê, forma uma pequena cicatriz, que serve como garantia da eficácia da proteção. Se a lesão provocada pela aplicação da vacina não acontecer até seis meses após a vacinação, o paciente deve ser revacinado.    

“Mesmo sendo uma das mais conhecidas, deve-se sempre lembrar que a BCG não é a única vacina que a criança deve receber. São necessárias todas que estão no Programa Nacional de Imunizações e, se possível (algumas são pagas), as que se encontram no Calendário Vacinal da Sociedade Brasileira de Pediatria ou da Sociedade Brasileira de Imunizações”, ressalta o diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis.

O alerta que vem antes da automutilação


Virgínia Ferreira
Psicanalista e coordenadora da Pós-graduação em Psicologia Clínica com Ênfase nas Perspectivas Breves da FMP/Fase

Não é fácil discutir sobre alguns temas, e um deles é automutilação. Definir o problema não é difícil: é qualquer comportamento intencional, consciente ou inconsciente, envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. Entretanto, saber definir não é o suficiente, é o passo inicial. Precisamos buscar e discutir algumas questões: 1 – Quais são as causas da automutilação? 2 – Será que existe apenas uma ou um conjunto de causas? 3 – Será que o que leva um sujeito a se automutilar é o mesmo que leva o outro a fazer isso?

São muitas as perguntas e precárias as respostas. Os atos de automutilação, via de regra, têm como intenção o alívio de dores emocionais e, em grande parte dos casos, estão de alguma maneira associados ao Transtorno de Personalidade Borderline. A automutilação também pode ter como causa o alívio do sentimento de culpa, derivado da noção de pecado e purificação, oriundo das crenças religiosas. Ela pode vir de uma dinâmica familiar desequilibrada, na qual a criança ou o adolescente não se sente protegido e seguro, não conseguindo aprender nesse núcleo primário, a entender, a viver e a expressar seus sentimentos.

A automutilação pode estar associada aos valores culturais (consumismo, imediatismo e individualismo), que levam as pessoas a se distanciarem de si mesmas e das demais, a consumir e a querer tudo para ontem. As pessoas se relacionam com as outras e com o mundo através da tecnologia. Elas se sentem acompanhadas por simplesmente estarem com seus celulares. O “tête-à-tête” se tornou “démodé”. As relações são mediadas pela tecnologia e cada um está encerrado na própria tribo.

Tudo isso leva as pessoas a atitudes e comportamentos não reflexivos, a se movimentar na direção que a moda dita. Distantes de si mesmas e sem saber para onde estão indo, se movimentando como que num estado de hipnose, no qual seguem apenas os comandos de outra pessoa, assim vão. Porém, como todo aquele que é hipnotizado o é apenas por alguns minutos ou horas e depois acorda, essas pessoas também, num dado momento, serão despertadas pela realidade, sem saber quem são, o que querem, para onde estão indo e o que construíram durante esse tempo.

Nesse despertar súbito, a realidade não é gentil, a pessoa se sente perdida, insegura e indigna ou desconhecedora de como buscar o bem-estar e contentamento. Aí o que resta é a automutilação. Ela também pode se apresentar como uma forma de chamar a atenção, um pedido de socorro ou de visibilidade. É um sintoma psíquico que pode se manifestar por diferentes causas e momentos. Tudo o que diz respeito ao aparato psíquico (a mente) ainda se encontra obscuro e é preciso receber luz. A mente humana é uma esfinge. Ou a deciframos ou somos engolidos por ela.

Isso não quer dizer que inexistam teorias e práticas científicas que possam ajudar as pessoas a sair do sofrimento psíquico que, no caso da automutilação, se manifesta no corpo – em atos contra a integridade física e que provocam dor. É nítido que essa dor é mais suportável que a psíquica e, ainda que, ao deslocar a dor psíquica para o corpo, traz certo alívio. Sempre que alguém apresentar comportamento diferente do habitual, que implique em afastamento do social, imerso em tristeza “infundada”, com descaso ou desinteresse por atividades que davam prazer, e se machucar com frequência, deve procurar ajuda. É importante recorrer a um psicólogo, a um psicanalista ou a um psiquiatra, a fim de entender e tratar o que está acontecendo e não tentar se esconder atrás de cansaço, tensão e estresse, entre outras justificativas.

Todo sintoma psíquico, via de regra, aparece de forma singela e evolui lentamente, porém, de forma progressiva. Desta forma, por um lado, se tem o sintoma psíquico evoluindo devagar e sempre e, por outro lado, a pessoa tentando escondê-lo e justificá-lo fora da esfera mental. Quando se dá conta, ou não pode mais tentar se esconder atrás de justificativas, o sintoma já se expandiu o suficiente para obturar o campo existencial e roubar aquilo que o sujeito tem de precioso: se sentir bem dentro da própria pele.

Quando nos sentimos desconfortáveis com um sapato, paramos e o substituímos, ou colocamos esparadrapo, damos um jeito, mas quando nos sentimos desconfortáveis dentro de nossa própria pele, por que custamos tanto a procurar ajuda? Se nós podemos nos livrar de um par de sapatos que nos causa desconforto, não podemos nos livrar de nós mesmos quando não estamos bem. A única saída é enfrentar a dificuldade, buscando ajuda profissional, e enfrentar a nós mesmos diante do outro. Ao responder a pergunta socrática “conhece-te a ti mesmo?”, a resposta logo aparece: “não.” Esse é o ponto de partida. Se não me conheço, chegou o momento de ser apresentado a nós mesmos.

 

FMP/Fase abre nova turma do Curso Master em Ortodontia


A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) está com inscrições abertas para a segunda turma do Curso Master em Ortodontia, em parceria com a Associação Brasileira de Odontologia (ABO). As aulas acontecerão uma vez por mês, às quintas-feiras, das 8h às 12h (aulas teóricas) e das 14h às 18h (aulas práticas laboratoriais), na FMP/Fase, de julho de 2017 a junho de 2018.

“O curso tem como objetivo fornecer ao especialista em Ortodontia as ferramentas necessárias para o aprimoramento contínuo, com enfoque na validade dos meios diagnósticos e no estabelecimento de protocolos terapêuticos baseados em evidências ou decorrentes de processos de inovação”, explica o professor Ricardo Tesch, responsável pelo curso ao lado de Rafael Leite Oliveira.

Ricardo Tesch é graduado em Odontologia, especialista em Ortodontia e mestre em Medicina (Ciências da Saúde, Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial), doutorando em Clínica Médica, professor da ABO, seções Petrópolis e Duque de Caxias, em cursos de atualização e especialização, além de coordenar o curso de pós-graduação em DTM e Dor Orofacial da FMP/Fase. Já Rafael Leite Oliveira é graduado em Odontologia, especialista em Ortodontia, presidente da ABO Regional Petrópolis e professor do curso de Especialização em Ortodontia da FMP/Fase.

Com 96 horas de carga horária, o Curso Master em Ortodontia vai detalhar as ferramentas para o Diagnóstico Ortodôntico 3D; Critérios para Diagnóstico Ortodôntico; Planejamento da Mecânica Ortodôntica; Análise Estética do Sorriso; Protocolos Terapêuticos Ortopédicos Transversais Maxila, Mandíbula, Sagitais Padrão III, Sagitais Padrão II e Verticais; Seleção de Prescrição de Braquetes; Seleção da Sequência de Fios Ortodônticos; Ortodontia e ATM.

As inscrições podem ser feitas através do site www.fmpfase.edu.br. A faculdade fica na Av. Barão do Rio Branco, 1003, no Centro de Petrópolis.