segunda-feira, 17 de março de 2014

Mobilização contra o HPV


O ano de 2014 começa com uma conquista histórica para a saúde pública brasileira: a introdução da vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (tipos 6 e 11, 16 e 18), no Programa Nacional de Imunizações. A administração  da vacina contra o HPV em jovens de 9 a 13 anos é a melhor forma de prevenção à infecção na idade adulta. Nesta faixa etária, a resposta imunológica à vacina é maior.

A vacina é indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos para a prevenção dos cânceres do colo do útero, vagina, vulva e anus, causados pelos HPV 16 e 18, e verrugas genitais, causadas pelos HPV 6 e 11. Também é indicada para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade para a prevenção do câncer provocado pelo HPV.


A infecção genital pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente nas mulheres e nos homens. Estudos epidemiológicos têm sugerido que aproximadamente 80% das mulheres entram em contato com o HPV em algum momento de suas vidas.

Atualmente, mais de 200 tipos diferentes de HPV foram identificados. Cerca de 45 infectam o epitélio genital e anus masculino e feminino. Destes, de 13 a 18 formas estão relacionadas com risco oncogênico associado ao câncer genital (colo do útero, vagina, vulva e pênis), do anus, do trato respiratório e digestivo.  Os HPV não oncogênicos causam as verrugas genitais, neoplasias intraepitelial anogenital escamosa de baixo grau e laríngea recorrente.

Quase todo câncer de colo de útero é causado por HPV de alto risco. O problema também é responsável por 50% dos casos de câncer de vulva, vagina (70%), anal (93%) e orofaringe (60%), através do HPV 16 e 18.

O HPV é um vírus facilmente transmitido e geralmente se espalha imperceptivelmente. Transmitido principalmente por meio de relações sexuais, também foram documentadas transmissões por contato mão-genital e oral-genital.

As vacinas contra o HPV representam um marco na área de imunização. Atualmente, temos no mercado dois tipos de vacinas para o HPV, sendo que elas possuem os dois tipos oncogênicos (HPV 16 e 18), responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero no mundo. A vacina quadrivalente possui mais dois tipos, o HPV 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de verrugas anogenitais e papilomatose de laringe juvenil.

A vacinação de caráter público contra o vírus começou neste mês de março e, em Petrópolis, o nosso ambulatório escola da FMP/Fase participa fazendo a vacinação, juntamente com outros postos no município. 

Mércia Loureiro
Ginecologista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase)


Assista ao vídeo da Campanha de Vacinação contra o HPV, do Ministério da Saúde.












quarta-feira, 12 de março de 2014

Liberdade ganha festa com grafite em praça de Petrópolis



Dez grafiteiros do projeto Cellograff Brasil e outros artistas de Petrópolis mostrarão ao público seus trabalhos, no próximo dia 22, na Praça Dom Pedro, no Centro da cidade, das 10h às 15h. A festa é  para celebrar a liberdade, com atividades de pintura, música, dança, teatro e poesia, integrando a agenda da exposição “Fica decretado que agora vale a verdade”, atração do Centro Cultural da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase) a partir do dia 28.

O Cellograff Brasil estará representado na praça pela arte de AK47, Bobi, Bunys, Kajaman, Lya Alves, Odrus, Rafael, Ramé, Splac e Talu. Também participarão do evento grupos de música e de teatro convidados. "Quando me deram o tema dos 50 anos do golpe militar, pensei especificamente em alguém preso que busca a liberdade. Assim, tentarei buscar essa essência e transportá-la para o painel", diz o petropolitano Breno Carneiro, o Ramé, de 17 anos, que faz grafite desde os 9. 

Com o primeiro verso do poema “Os estatutos do homem”, de Thiago de Mello, no título, a mostra da FMP/Fase integra a programação da Comissão Estadual da Verdade na descomemoração dos 50 anos do golpe militar. Fotos, áudios, cartazes, instalações e versos ilustrarão a importância da liberdade, segundo o coordenador de Projetos Especiais da FMP/Fase, Ricardo Tammela, que organiza a mostra com o curador Claudio Partes.

O endereço da FMP/Fase é Av. Barão do Rio Branco, 1003, no Centro de Petrópolis. “Fica decretado que agora vale a verdade” pode ser vista até junho, das 9h às 21h, com entrada franca.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Universitários desenvolvem novo sistema de dados para o CRAM



O número de casos de violência contra a mulher tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Apenas em 2013, o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) de Petrópolis realizou 1.215 atendimentos. Para enfrentar esta situação, as políticas públicas têm ganhado força tanto no cenário nacional, como em Petrópolis. Diante desta situação, a Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase), através do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública, procurou o CRAM para desenvolver o trabalho de criação de uma nova ferramenta que facilitasse a coleta das informações e o conhecimento da realidade social das pessoas que são atendidas na unidade.

Segundo a professora responsável pelo projeto, Ana Maria Auler, o formulário utilizado era extremamente longo e a falta de agrupamento por temas dificultava a tabulação. “O formulário utilizado pelo CRAM tinha muitas perguntas, praticamente cinco folhas. As questões se tornavam repetitivas e acabavam por atrapalhar a  tabulação. A revisão do material facilita a organização dos dados e fornece elementos que permitem formular e avaliar a efetividade das políticas desenvolvidas”, afirma.

No ano passado, cinco alunos do segundo período do curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública estiveram envolvidos no projeto que, de acordo com a professora, complementa o aprendizado. “Através desta disciplina, os alunos têm contato direto com a política pública. Essa experiência concreta dos alunos colabora com a formação de cidadãos conscientes sobre os problemas da sociedade”, comenta.

A implantação da nova ferramenta no Centro de Referência em Atendimento à Mulher, segundo a coordenadora do CRAM, Drica Madeira, facilitou o trabalho das profissionais que recebem, todos os dias, novos casos de violência contra a mulher. As fichas de atendimento devem atender algumas necessidades, entre elas, a produção de dados estatísticos para o melhor desenvolvimento das políticas públicas. Com os indicadores é possível avaliar os procedimentos que já são desenvolvidos no CRAM, Assim, fica mais claro compreender o que ainda precisa ser feito para um melhor atendimento à população.
“Essa ficha de atendimento faz parte de uma estrutura de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. Ela precisava ser clara, produzir estatísticas, dados para um melhor direcionamento dos esforços públicos. Com essa nova ficha, conseguimos melhorar o atendimento”, ressalta a coordenadora do CRAM.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FMP/Fase recebe reunião da Rede Cegonha

Nessa segunda-feira (24), representantes de 16 municípios da Região Serrana do Estado se reuniram na FMP/Fase para discutir o projeto de implantação da Rede Cegonha, uma estratégia do Ministério da Saúde que visa estruturar e organizar a atenção à saúde materno-infantil no país. Durante a reunião de trabalho foi definida a realização de um seminário sobre boas práticas no hospital e pré-natal de baixo risco, além de cursos de capacitação para os profissionais da saúde.

Segundo a professora da FMP/Fase e coordenadora dos Programas de Saúde de Petrópolis, Adriana Jacques, o Hospital de Ensino Alcides Carneiro é visto como uma vantagem para que o município receba os recursos necessários para a implantação da Rede Cegonha. “O hospital é o único da região credenciado como Hospital de Alto Risco. O nosso objetivo é sensibilizar para o acolhimento e acompanhamento da gestante, e a humanização do parto. Dessa forma, contaremos com profissionais mais humanizados”, esclarece a médica.

 Dentre as prioridades para utilização dos recursos do Ministério da Saúde, no programa, estão a qualificação do exame pré-natal, habilitação de alas de alto risco, como UTI neonatal e de adulto, reforma de ambiências e maternidades, aquisição de Centro de Parto Normal e, principalmente, a qualificação dos leitos do Hospital de Ensino Alcides Carneiro.

A Rede Cegonha está sendo implantada em todo o território nacional para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério (período de 24h após o parto), bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.







Professores Álvaro Veiga, à esquerda, e Vander Guimarães, à direita.

Professora Adriana Jacques ao centro